Dias em Foco


 A proteção dos jumentos e o enfrentamento à exploração animal. Em Catu, a 95 quilômetros de Salvador, a Cavalgada do Jegue chama atenção para os maus-tratos e a exploração desses animais.

Com o tema “Defesa dos animais e pela inclusão de pessoas com deficiência – PCDs”, a iniciativa busca promover conscientização, solidariedade e respeito à vida do “jumento, nosso irmão”. Jegue e jumento são denominações do mesmo animal, presente na história nordestina. A 5ª edição será realizada amanhã, sábado, 31 de outubro, a partir das 15h, com saída do Largo da Ramela e chegada ao Espaço Vitor Fest, no Bom Viver, tudo em Catu.

Idealizador do evento, Leandro Oliveira Espínola, conhecido como “Jegue”, preside a ONG Vida Digna aos Jumentos. Segundo ele, a mobilização amplia a consciência sobre proteção e inclusão.

“Queremos que as pessoas enxerguem o jumento com respeito e compreendam que esse animal pode estar associado não apenas à nossa história e cultura, mas também a iniciativas de cuidado e inclusão”, afirma Leandro.

A proposta também apoia a proteção dos jumentos e a terapia assistida com esses animais para pessoas com deficiência.

A presença de pessoas montadas nos animais suscita reflexão sobre os limites entre tradição e exploração. A organização quer questionar práticas naturalizadas.

Na Bahia, o problema tem particular gravidade. Utilizados no transporte e no trabalho, esses animais ainda são submetidos a abandono, maus-tratos e exploração. Na Lavagem do Bonfim, em Salvador, as carroças puxadas por jumentos foram suspensas após denúncias de exaustão e maus-tratos. O episódio evidencia que a preservação cultural não pode se sobrepor ao bem-estar animal.

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