O calendário eleitoral de 2026 atinge o seu estágio mais sensível com o início do defeso. A três meses do primeiro turno, prefeitos que tentam a reeleição e governadores que apoiam aliados perdem o direito de usar a máquina pública como vitrine. A partir de agora, a linha que separa a entrega de uma obra do crime eleitoral será vigiada de perto pelo Ministério Público.
O apagão dos palanques e o nó no caixa municipal
A canetada da Lei das Eleições (9.504/97) silencia os microfones nas tradicionais inaugurações de infraestrutura. Candidatos majoritários e proporcionais perdem o direito de participar de atos públicos. O asfalto pode até chegar ao cidadão, mas a entrega física terá de ocorrer sem palanques, cortes de fita festivos ou discursos políticos.
Além do silêncio visual, o defeso eleitoral impõe um teste de sobrevivência financeira aos municípios ao congelar repasses da União. Novas verbas de convênios federais ficam totalmente bloqueadas a partir deste marco temporal. O caixa de Brasília só continua aberto para obras que já cruzaram a linha de partida e possuem cronograma físico em andamento.
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