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O Ministério da Saúde enviou nesta quarta-feira, 22, um alerta a estados e municípios sobre o risco de aumento na transmissão de dengue, chikungunya e outras arboviroses no país, em razão da previsão de um El Niño moderado a forte no segundo semestre de 2026. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno climático deve alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em diversas regiões, condições que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

De acordo com projeções do InfoDengue/Fiocruz, o Brasil pode registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. O aumento de temperatura, somado a períodos de chuva intensa em algumas regiões e de seca em outras, favorece o acúmulo de água parada, que se transforma em criadouro do mosquito transmissor.

Apesar do alerta preventivo, os números atuais mostram queda na circulação das doenças: até 20 de junho, o país havia registrado 392,8 mil casos prováveis de dengue, uma redução de 73% em relação ao mesmo período de 2025. Os casos de chikungunya também recuaram, com queda de 46% no comparativo anual.

Diante do cenário, o Ministério orienta estados e municípios a intensificarem a vigilância epidemiológica, realizarem bloqueios de transmissão logo após a identificação dos primeiros casos e adotarem as tecnologias de controle de vetores recomendadas pela pasta. A recomendação inclui ainda a reorganização das ações dos agentes de combate às endemias.


A população também tem papel importante na contenção do surto, eliminando possíveis criadouros do mosquito em casa e procurando atendimento médico assim que surgirem os primeiros sintomas, como febre alta, dor de cabeça forte, dores musculares e articulares, dor atrás dos olhos, náuseas, cansaço e manchas vermelhas pelo corpo.

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