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O Alô Juca, da TV Aratu, liderou a audiência na faixa do meio-dia em Salvador nesta quarta-feira (23), mesmo tendo à frente Marcelo Castro, réu no processo conhecido como “golpe do Pix”. Os dados divulgados pelo perfil Audi Bahia mostram que o programa abriu larga vantagem sobre os principais concorrentes.

Às 12h44, o policialesco marcou 17,84 pontos, contra 9,63 do BA Meio Dia, da TV Bahia, e 6,57 do Balanço Geral Bahia, da Record Bahia. Mais cedo, às 12h40, a atração já registrava 17,43 pontos, enquanto o telejornal da Globo anotava 10,50 e a Record marcava 6,35.

Os números confirmam a liderança isolada da TV Aratu na faixa horária, mesmo em meio ao avanço do processo criminal envolvendo o apresentador.

Caso segue na Justiça após audiência

Nas últimas semanas, o processo teve novos desdobramentos com a realização da audiência de instrução no Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador. Durante a sessão, Marcelo Castro optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não produzir provas contra si. Os demais réus também adotaram a mesma estratégia.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o comunicador integra uma organização criminosa acusada de desviar doações feitas por telespectadores por meio de campanhas solidárias. Com a fase de instrução encerrada, o processo segue para diligências complementares, alegações finais e, posteriormente, sentença. Até o momento, não há condenação, e os acusados respondem ao processo sob a garantia da presunção de inocência.

Como começou o “golpe do Pix”

As investigações apontam que o esquema teria funcionado entre 2022 e 2023, quando Marcelo Castro ainda apresentava um programa policial na Record Bahia. Conforme a denúncia do MP-BA, campanhas exibidas na televisão arrecadavam doações via Pix para famílias em situação de vulnerabilidade e pessoas com problemas de saúde.

De acordo com a acusação, parte dos valores enviados pelos telespectadores teria sido desviada para contas de terceiros, conhecidas como “laranjas”. O Ministério Público sustenta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 407 mil durante o período investigado. A defesa dos acusados nega irregularidades e o caso continua em tramitação na Justiça.

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