A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) está no meio de uma disputa dentro da família Bolsonaro. O conflito é entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
Em um vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (24), Michelle afirmou que foi maltratada pelo enteado por defender o nome de Priscila como candidata ao Senado
.Priscila Costa é presidente do PL Mulher no Ceará e vice-presidente nacional do PL Mulher, organização comandada por Michelle. Em 2024, ela foi a vereadora mais votada de Fortaleza, com 36.226 votos.
Jornalista de formação, ela diz que atua na defesa da família, da liberdade e dos valores cristãos. Ela assumiu a vaga de deputada federal no mês passado, após a deputada Dayany Bittencourt (União) perder o mandato.
De acordo com Michelle, a divergência com Flávio é sobre o palanque no Ceará. Enquanto ela apoia a candidatura de Priscila ao Senado, Flávio apoia o deputado estadual Alcides Fernandes (PL).
O nome de Alcides também é defendido pelo diretório regional do PL no Ceará, que quer lançá-lo na chapa de Ciro Gomes. Alcides é pai de André Fernandes, presidente estadual do partido.
“Em 2026 serão 54 vagas para o Senado Federal. Se aplicarmos a regra dos 30% para candidaturas femininas, teríamos direito a 17 vagas para mulheres no partido. Eu pedi apenas três. Priscila Costa, Carol de Toni e Bia Kicis. Três vagas de 17 que poderíamos ter e tem sido uma batalha diária para manter essas três.”
A ex-primeira-dama também criticou a ideia de formar uma chapa com Ciro Gomes (PSDB). Ela defende que a direita apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE) ao governo do Ceará.
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