O Banco Central anuncia pacote de atualizações para o Pix, com previsão de implementação gradual até o fim deste ano. As novidades fazem parte de um processo de modernização do sistema, que já é amplamente utilizado pela população e movimenta trilhões de reais todos os anos.
A iniciativa busca expandir as funcionalidades da ferramenta, tornando-a mais integrada a diferentes tipos de transações financeiras e ampliando sua presença no cotidiano.
As mudanças chegam em meio a críticas ao Pix por parte dos Estados Unidos. O governo norte-americano avalia que o modelo brasileiro pode impactar empresas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard. O presidente Lula esteve em Salvador e, na data, o petista disse que poderia melhorar a ferramenta financeira, mas não por conta de interferência externa.
Split tributário: o sistema deverá se adequar ao modelo de recolhimento de tributos em tempo real que está sendo desenvolvido pela Receita Federal, com expectativa de implementação até 2026.
Cobrança híbrida: boletos passarão a contar, obrigatoriamente, com a opção de pagamento via Pix por QR Code a partir de novembro. Atualmente, essa alternativa é facultativa.
Pagamento de duplicatas: o Pix poderá ser utilizado para quitar títulos de crédito, facilitando a antecipação de recebíveis e reduzindo custos operacionais para empresas.
Pix em garantia: a nova funcionalidade permitirá usar valores a receber como garantia em operações de crédito, em um formato semelhante ao consignado, com potencial para diminuir taxas de juros.
Pix por aproximação offline: o Banco Central avalia a possibilidade de viabilizar pagamentos por aproximação mesmo sem acesso à internet.
Pix internacional: a proposta é expandir o uso do sistema para outros países, fortalecendo pagamentos transfronteiriços de forma mais ampla.
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