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O senador Angelo Coronel (Republicanos) se posicionou contra a redução na jornada de trabalho no Brasil. Na avaliação do parlamentar, a medida pode gerar desemprego.

“Isso vai gerar, na minha ótica, desemprego. Porque, por exemplo como é que vai funcionar os shoppings com que trabalha sábado e domingo. Como é que fica o cinema, como é que fica o restaurante? Eu acho que nós temos que ter a liberdade do empregado e do empregador discutirem qual é a sua carga de trabalho”, disse em entrevista ao site Repórter Hoje.

Segundo Coronel, o modelo ideal a ser seguido por aqui seria o dos Estados Unidos. “Por que lá a pessoa trabalha por hora. Trabalhou ganhou, não trabalhou não ganhou, e pode trabalhar fim de semana e feriado”, ilustrou.

O senador também acredita que as relações trabalhistas devem ser tratadas entre patrão e empregado e criticou a intervenção do governo no assunto.

“Não é o governo que tem que impor ao empregador, nem ao empregado qual é o horário de trabalho, porque todo mundo é livre. Todo mundo sabe que de segunda a sexta é o trabalho normal, mas se o cara quer trabalhar sábado e domingo, qual é o problema? Quem que vai impedir isso? Isso é uma questão de patrão e empregado. Não é o governo que tem que se meter nisso”, pontuou.

DISCUSSÃO AVANÇADA

Nesta semana, o presidente Lula (PT) enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que busca que busca o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso), com a redução da jornada de trabalho.

O texto será encaminhado em regime de urgência constitucional para acelerar a sua tramitação, de acordo com a Casa Civil. Pelo fato do projeto ser protocolado em regime de urgência, a Câmara votará o projeto em até 45 dias e o Senado seguirá no mesmo intervalo de tempo. Se a proposta não for analisada, a pauta ficará travada.

Existem outros dois projetos sobre o mesmo tema em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

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