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ACM Neto cumpriu agenda nesta segunda-feira em Feira de Santana e fez questão de caminhar ao lado do prefeito Zé Ronaldo. A cena, lida nos bastidores como ensaio de 2026, reforça a impressão de que o ex-prefeito de Salvador está disposto a montar a chapa com o nome mais óbvio — e mais valioso — do maior colégio eleitoral do interior.

Segundo apuração do site, Zé Ronaldo teria sinalizado positivamente para a possibilidade de ser vice de Neto, mas com um detalhe típico da política: antes, uma pesquisa seria rodada em Feira para medir o impacto real dessa composição. Não é apenas sobre “topar ou não topar”. É sobre saber se a dupla entrega o que promete no papel — e se o movimento vale o custo de mexer no comando da prefeitura.

Se a costura se confirmar, Neto ganha mais do que um vice: ganha um símbolo. Seria, na visão de aliados, o “vice dos sonhos”, capaz de ajustar a fotografia que ficou para 2022 e de consolidar um discurso de interior forte, especialmente em Feira, onde Zé Ronaldo tem história, voto e capilaridade.

Outro ingrediente entrou na panela e aumentou o burburinho: Zé Ronaldo esteve recentemente na residência de Geddel Vieira Lima. Em ano pré-eleitoral, visita não é apenas visita — é mensagem. E a mensagem, neste caso, parece ser a de que o MDB continua no radar, seja como aliado, seja como peça a ser disputada.


Neto, por sua vez, não pretende anunciar nada agora. A estratégia é esperar primeiro o anúncio da chapa governista, para então revelar a sua — evitando dar munição, abrindo espaço para ajustes e, sobretudo, escolhendo o momento certo de transformar especulação em fato político.

E há um cenário ainda mais ambicioso sobre a mesa: se o MDB ficar fora da chapa do governo, interlocutores do “QG” de Neto avaliam que ele pode conversar para tentar levar Zé Ronaldo ao MDB, num movimento que teria dupla função — amarrar a vice e, de quebra, provocar um desfalque relevante na base governista com um partido expressivo.

Por enquanto, nada passa de bastidor. Mas, como sempre, é no bastidor que a política começa — e em Feira, ao que tudo indica, já começou faz tempo.

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