Dias em Foco
Os candidatos Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves(PSDB) e Eduardo Campos (PSB) estimam gastar na campanha deste ano para a Presidência da República quatro vezes mais do que os outros oito adversários. Juntos, os três preveem gasto de R$ 738 milhões contra os R$ 178 milhões somados dos demais. Todas as previsões constam na documentação entregue na semana passada pelos onze candidatos ao cargo ao Tribunal Superior Eleitoral.
  O maior gasto previsto é o da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, de R$ 298 milhões. Mauro Iasi, do PCB, tem o menor gasto estimado, de até R$ 100 mil.
  A Lei das Eleições prevê que em todas as disputas, o Congresso deve aprovar até 10 de junho uma outra lei que defina os limites de gastos das campanhas por cada candidato. Como isso não ocorreu, cada partido fixou internamente o teto das despesas. Entre os custos previstos na campanha estão propaganda, principalmente na TV, transporte com automóveis ou jatinhos e pagamento de cabos eleitorais.
  Assim como nas eleições anteriores, neste ano os candidatos poderão receber doações de empresas privadas para aplicar nas campanhas. No ano passado, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal considerou ilegal que empresas doem a políticos, mas o julgamento não foi concluído. Se a maioria se mantiver e o julgamento terminar, a proibição só deverá valer a partir de 2016.
  O limite de gastos do candidato Pastor Everardo (PSC) é R$ 50 milhões. José Maria  Eymael (PSDC) declarou R$ 25 milhões e Levy Fidelix (PRTB) informou gastos  de até R$ 12 milhões. Os candidatos à Presidência que devem gastar menos na campanha são:  José Maria de Almeida (PSTU), R$ 400 mil; Luciana Genro (Psol), 900 mil; Rui Costa Pimeira (PCO), R$ 300 mil, e Mauro Iasi (PCB), R$ 100 mil. 
  Juntos, os onze candidatos calculam gastar até R$ 916 milhões. 

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