O apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, voltou a comentar sobre a polêmica envolvendo a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Ele tem criticado o fato da parlamentar, uma mulher trans, ter assumido a presidência da Comissão de Direito das Mulheres.
Durante programa ao vivo exibido pelo SBT nesta segunda-feira (16), Ratinho disse que críticas a suas falas foram alvo do que ele chamou de “lacração” e que não mudará o seu estilo.
“Semana passada vi meu nome envolvido num verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa. Centenas de pessoas fizeram comentários nas redes sociais falando sobre esse fato. Então quero agradecer a todos que me apoiaram. Foram milhares de mensagens, quase todas favoráveis. Muita gente concordou comigo”, disse o apresentador.
“De todos os defeitos que eu tenho, e tenho muitos, o que mais incomoda as pessoas é a minha sinceridade. Eu não sou garoto de internet. Quando comecei na TV e no rádio, não tinha internet. É o meu jeito direto e reto de falar das coisas. E nos tempos atuais, quem fala as coisas, pode ser vítima de patrulhamento e lacração, que no meu tempo não tinha. Eu não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja”, acrescentou.
Na última quinta-feira (12), durante o programa exibido no SBT, Ratinho criticou o fato de Erika Hilton assumir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Para o apresentador, outra pessoa deveria ocupar o cargo.
“Não achei muito justo não. Com tanta mulher, porque vai dar a uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, é trans. Não tenho nada contra trans. Mas se tem outras mulheres…Mulher para ser mulher tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra”, disse Ratinho.
Após as declarações do apresentador, Erika Hilton acionou o Ministério Público pedindo que o caso seja investigado como possível transfobia e violência política de gênero. A deputada ainda apresentou uma representação ao Ministério das Comunicações pedindo a suspensão do “Programa do Ratinho” por 30 dias. De acordo com a pasta, o caso será analisado pela Secretaria de Radiodifusão, seguindo os trâmites legais.
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