O desaparecimento da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, na última quinta-feira (12) deu início a uma semana de buscas, mobilização de familiares e pressão por respostas na Região Metropolitana de Salvador.
Vista pela última vez após sair da escola, em Lauro de Freitas, a jovem teve o caso cercado por pistas, protestos e, nesta quinta-feira (19), pela localização de um corpo e a prisão de um suspeito de envolvimento na morte da adolescente.
Thamiris foi vista pela última vez após sair da escola, no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. Segundo a família, ela deixou o colégio com uma colega e seguiu em direção ao Largo do Caranguejo.
Depois disso, não houve mais contato. O celular permaneceu desligado e as redes sociais foram desativadas.
Dias seguintes: buscas e pistas
Imagens de câmeras de segurança registraram parte do trajeto da jovem. A mochila dela foi encontrada no bairro Jardim das Margaridas, em Salvador, onde a família mora.
A principal linha de investigação é de que ela tenha sido abordada e possivelmente sequestrada no caminho de volta para casa.
Terça (17) e quarta-feira (18): protestos
Familiares e amigos realizaram manifestações cobrando mais rapidez nas investigações.
Na noite de terça-feira (17), moradores chegaram a interditar vias com pneus e objetos em chamas, provocando congestionamento. Durante a ação, a atuação da Polícia Militar da Bahia gerou críticas de populares. Imagens feitas por testemunhas mostram momentos de tensão, incluindo a detenção de um motociclista por aplicativo e um disparo efetuado na direção de um homem em um estacionamento.
Quinta-feira (19), início da tarde: corpo localizado
Na tarde desta quinta, a Polícia Civil encontrou um corpo com indícios de ser da adolescente, em área próxima ao Jardim das Margaridas.
O corpo estava em avançado estado de decomposição, ao lado de roupas e objetos pessoais.
Quinta-feira (19), fim da tarde: prisão de suspeito
Horas depois, um homem foi preso suspeito de envolvimento no crime.
Durante a ação policial, familiares e moradores reagiram com revolta, e imagens que circulam nas redes sociais mostram gritos, aglomeração e tentativa de aproximação do suspeito no momento em que ele era conduzido pelos agentes.
Informações iniciais indicam que ele seria próximo à família e teria participado das buscas e protestos, o que provocou revolta entre moradores.
A principal linha de apuração é de que Thamiris foi executada pelo tribunal do crime em outro ponto e teve o corpo descartado posteriormente.
De acordo com a Polícia Civil, no dia 20 de fevereiro, Thamiris teria denunciado um homem envolvido com o tráfico de drogas por violência doméstica contra a companheira que acabou sendo preso. As investigações apontam que o homem atribuía a Thamiris a denúncia que resultou na prisão e, por isso, teria orquestrado a morte da adolescente
O segundo suspeito, apontado primo do suposto mandante, foi preso na tarde desta quinta-feira (19), em uma casa próxima à residência da vítima e teria sido o responsável por atrair Thamiris para o local da execução.
De acordo com o delegado Moisés Damasceno, a linha investigação ganhou força após a análise do local onde o corpo foi encontrado. Os pertences da jovem estavam separados em sacos plásticos, o que indica que o corpo pode ter sido levado até o local após o crime.
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