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A febre dos remédios emagrecedores ganhou um novo capítulo, graças ao deputado federal Mário Heringer (PDT-MG) que apresentou à Câmara de Deputados um projeto para revogar a patente do Mounjaro e Zepbound. De acordo com a proposta, o objetivo é disponibilizar os medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme justificou no projeto, o parlamentar apontou que os medicamentos podem ser eficazes no combate à obesidade. Além disso, ele apontou que a disponibilidade dos medicamentos no SUS acarretará na queda dos preços dos medicamentos, que hoje são estimados entre R$1.400 e R$2.400 cada caixa.

“Proponho declarar de interesse público o Mounjaro e o Zepbound, ambos produzidos à base de tirzepatida, tendo em vista que suas patentes não têm previsão de expiração recente e sua entrada no mercado comercial a preços reduzidos ampliará a oferta, tornará a concorrência mais equilibrada e favorecerá o consumidor final”, diz o trecho do documento.

A proposta ainda completa, afirmando que os custos de tratamentos para pessoas com obesidades podem chegar a milhares de dólares, segundo uma organização internacional voltada à obesidade.

“A World Obesity Federation (WOF) estimou que, a partir do ano de 2025, o custo mundial do tratamento de doenças provocadas pela obesidade seria da ordem de 1,2 trilhão de dólares, admitindo que mais de 2,7 bilhões de pessoas – cerca de um terço da população global – estariam obesas ou com sobrepeso necessitando de cuidados médicos”, completou.

A mesma organização apontou que, em 2023, a população obesa ou com sobrepeso no Brasil chegou a 61%.

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