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Brasileiros com poços de petróleo na Venezuela tentaram negociar saída de Maduro.Foto: Reprodução

Irmãos brasileiros Wesley e Joesley Batista se reuniram, em dezembro, com Nicolás Maduro para discutir uma possível transição pacífica de poder

A escalada das tensões geopolíticas na América Latina atingiu um ponto crítico no último sábado (3), com a prisão do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa pelas forças dos Estados Unidos. O episódio coloca em xeque os interesses comerciais brasileiros no país vizinho, especialmente os do grupo J&F, dos empresários Wesley e Joesley Batista.

Desde 2024, a empresa opera um poço de petróleo com capacidade limitada na Venezuela. A entrada no setor ocorreu discretamente, em um momento de tentativa de reabertura do mercado energético venezuelano.

Já em dezembro, Joesley esteve com Nicolás Maduro para discutir os termos de uma possível transição pacífica de poder.

Apesar da relevância da J&F no setor, os detalhes da operação petrolífera permanecem sob sigilo. Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, dados sobre volumes de produção e projeções financeiras não foram divulgados devido ao sigilo imposto pelo Itamaraty sobre comunicações oficiais envolvendo o tema.


Império J&F


Foto: Reprodução

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Responsáveis pela internacionalização da JBS - fundada pelo pai, José Batista Sobrinho -, os irmãos Wesley e Joesley comandam hoje um dos maiores conglomerados do Brasil. A J&F controla marcas líderes em diversos setores como:  Swift, Seara ou Friboi (processamento de carne bovina), Pic Pay e Banco Original (setor financeiro), Âmbar (segmento energético), Canal Rural (comunicação), Eldorado (gigante do papel e celulose), Flora (setor de limpeza e cosméticos) e da LHG (extração de minérios).


Histórico Judicial


A trajetória dos irmãos também é marcada por controvérsias jurídicas. Em 2017 e 2018, ambos foram presos preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato - maior investigação anticorrupção da história do Brasi e de investigações no Ministério da Agricultura. 

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