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A crise na Fundação Hospitalar de Camacã (FHMA) vive um novo agravamento. Médicos que atuam na unidade denunciam estar há seis meses sem receber salários, o que acende mais um alerta sobre a situação da instituição, referência em atendimento de porta aberta para os municípios do CIMA e outros territórios do estado.

A gestão do presidente Gildo Batista, apoiado pelo prefeito Paulo do Gás, vem sendo apontada como responsável pelo aprofundamento dos problemas na unidade hospitalar. Nossa reportagem apurou que a Fundação não é um equipamento público direto, mas recebe recursos com base na produção hospitalar.

Mesmo com esforços de alguns parlamentares e o empenho pessoal da secretária de Saúde Roberta Santana e do governador Jerônimo Rodrigues, a falta de articulação política e a inabilidade administrativa da atual gestão têm dificultado a construção de uma saída para a crise.

O site já relatou, em outras ocasiões, episódios que têm preocupado usuários e servidores: demissão de funcionários, falta de medicamentos e atrasos constantes de pagamento vêm sendo notícias frequentes sobre a realidade da FHMA.

Entre as consequências mais graves está o pedido de desligamento de diversos profissionais. Deixaram ou comunicaram intenção de deixar o hospital os médicos Dr. Ian, Dr. Honório, Dr. Wlademir, Dra. Adalfa, Dr. Liborio, Dr. Ademar, Dra. Emily, Dra. Ana Clara, Dr. Cosme, Dra. Gabriela, Dr. Rafael, além da bioquímica Karine Xavier.

A crise ganhou um novo capítulo durante a confecção desta matéria, quando a redação foi informada sobre o pedido de exoneração da diretora médica, Dra. Edinélia Ferreira Silva, assinado pela própria profissional.

Até o fechamento desta publicação, a direção da Fundação Hospitalar de Camacã não se manifestou sobre as denúncias. O espaço permanece aberto para direito de resposta e eventuais esclarecimentos por parte da gestão.

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