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Parlamentares do PP já dão como certo que o senador Ciro Nogueira, presidente nacional da sigla, não vai conseguir impor uma aliança automática com o União Brasil nos estados, apesar da recém-anunciada federação entre os dois partidos. Segundo avaliam integrantes da legenda, a união — apelidada nos bastidores de “União Progressista” — deve se restringir à eleição presidencial de 2026, sem força para ditar alianças estaduais.

O alerta veio a público nesta segunda-feira (5), durante entrevista do deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP-BA) à Rádio Metrópole. Presidente do PP na Bahia, ele foi direto: qualquer tentativa de centralizar decisões nos moldes do União Brasil causaria uma debandada na bancada do partido no Congresso. “Não é razoável imaginar que o PP vá se submeter a um alinhamento cego com o União”, disse o parlamentar, em tom de advertência.

Negromonte também deixou no ar uma crítica velada: os conflitos locais entre os dois partidos — especialmente na Bahia, onde quase toda a bancada progressista está alinhada ao governo Jerônimo Rodrigues (PT) — podem implodir a federação antes mesmo de ser homologada pelo TSE. O único ponto fora da curva é João Leão, ex-vice-governador e hoje adversário do PT, que disputou em 2022 pela oposição.

Nos bastidores, a mensagem foi clara: se a “União Progressista” quiser sair do papel, vai ter que aceitar uma convivência com dissidências estaduais — ou verá a federação ruir antes de nascer.

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