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O afastamento de Adolfo Menezes (PSD) da presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), ainda que em caráter de liminar monocrática, é o resultado de uma “pedra cantada”, para usar uma expressão bem popular. Tanto que, desde o início da articulação pela PEC que permitiu uma nova reeleição, a primeira vice-presidência passou a ser objeto de desejo entre os parlamentares. Todavia, o fator Hilton Coelho (PSOL) acabou resultado no afastamento muito mais rápido que o esperado.

 

O ministro Gilmar Mendes jogou o processo para o plenário virtual. A experiência prévia com a Câmara de Vereadores de Salvador mostra que é provável que algum ministro peça destaque e a matéria seja apreciada no plenário da Corte. Ou seja, a liminar que afastou Adolfo — se não for revista pelo próprio relator — dificilmente vai cair nos próximos dias. Sem um presidente para chamar de seu, a Assembleia vai viver entre a incerteza do dia seguinte e um mandato tampão de Ivana Bastos (PSD), que recebeu no colo a gestão do Legislativo baiano.


Há um cenário cujos impactos não são facilmente mensuráveis. Reeleito com 61 dos 62 votos possíveis — Matheus Ferreira faltou à sessão, por isso um voto a menos —, Adolfo tinha praticamente a unanimidade da AL-BA a seu favor. Apenas Hilton, que fora candidato isolado, não seguiu a onda. E veio dele o processo que culminou com o afastamento (falei sobre o fator Hilton Coelho em outra coluna). Finalmente, o deputado do PSOL fez mais do que barulho no parlamento.

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