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Eduardo Leite recua de pensão especial e diz que admitir ser gay não é fácil

 

Eduardo Leite recua de pensão especial e diz que admitir ser gay não é fácil
Foto: Reprodução / Gov.Rs

Ex-governador e pré-candidato do PSDB outra vez no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite declarou que vai devolver os cerca de R$ 40 mil recebidos até aqui como pensão temporária após renunciar ao cargo de governador, embora não considere o benefício "imoral ou ilegal."
 

Leite falou ainda sobre a tentativa de concorrer à Presidência, a polêmica adesão do RS ao regime de recuperação fiscal federal e sobre a experiência de admitir ser homossexual em rede nacional, algo que disse não ser fácil "nem para si próprio".
 

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (20) durante a sabatina Folha de S.Paulo/UOL com pré-candidatos ao Governo do RS.
 

Depois de dois anos e meio de governo com vitórias significativas na Assembleia e contas em dia no Rio Grande do Sul, Leite deu largada em uma pré-candidatura a presidente da República, primeiramente dentro do seu partido, o PSDB.
 

Ao perder as prévias para o então governador de São Paulo, João Doria, Leite flertou com o PSD, renunciou ao Governo do RS e ensaiou uma candidatura paralela no PSDB contando com a desistência de Doria.
 

Ao avaliar as idas e vindas da pré-candidatura presidencial, Leite deu a entender que sua derrota fez parte de uma estratégia do partido para manter o Governo de São Paulo e se livrar de João Doria, ainda que ele não fosse um presidenciável viável.
 

Ao falar sobre a ação movida pelo Partido Novo que contesta R$ 40 mil recebidos após renunciar ao governo, o tucano disse que abdicará do benefício.
 

"Acabo de anunciar que estou abrindo mão desse valor. Mas se tratam de ataques maliciosos que enganam a população. Era um recurso da legislação gaúcha disponiblizado para o governador não precisar deixar o governo distribuindo currículos a quem poderia ter algum tipo de interesse", declara.
 

Leite foi o último pré-candidato ao Governo do RS entrevistado da série de sabatinas promovida pela Folha e pelo UOL. Antes dele, Edegar Pretto (PT), Vieira da Cunha (PDT), Luis Carlos Heinze (PP), Beto Albuquerque (PSB), Gabriel Souza (MDB) e Onyx Lorenzoni (PL) foram entrevistados.
 

A sabatina foi conduzida pelos jornalistas Tales Faria, do UOL, e Alexa Salomão, da Folha de S.Paulo.

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