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Com a chegada do inverno, as equipes da Coordenação de Abordagem Social da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) reforçaram a busca ativa de pessoas em vulnerabilidade social nas ruas de Itabuna. A ação é rotineira, mas foi intensificada nos últimos dias.
O secretário José Carlos Trindade afirmou que a situação de pessoas em desabrigo nas ruas há muito incomodava o prefeito Augusto Castro (PSD). “Uma das recomendações que me fez, foi ativar e reforçar a Coordenação da Abordagem Social. O Centro Pop já vinha fazendo o seu trabalho de triagem e acolhimento. Vamos fazer uma cidade mais humana”, declarou.
As pessoas em situação de rua são encaminhadas para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), onde passam por higienização pessoal (banho) e recebem lanche ou refeições. Em casos extremos, vão ao Pop Acolhimento se não for possível que sejam abrigadas com a família.
O coordenador da Abordagem Social da SEMPS, Ernandi Lins Júnior, explicou que a busca ativa da população de rua é uma estratégia fundamental para identificar e auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade extrema.
A equipe que realiza o trabalho é integrada por cinco orientadores sociais e um coordenador que fazem visitas de rotina nas ruas, praças, pontes e viadutos, com o objetivo de localizar famílias e indivíduos cujos direitos estão sendo violados.
Ernandi contou que o trabalho não se limita apenas a abordar ou recolher estas pessoas, mas também tentar compreender a natureza das violações sofridas, as condições de vida, as estratégias de sobrevivência, procedências, desejos e as relações que estabelecem com instituições.
“É um trabalho sensível que tenta restabelecer vínculos de confiança, além de oferecer suporte humanizado”, reforçou. Ele disse que quando se aborda uma pessoa em situação de rua, é realizada uma escuta qualificada para entender suas necessidades imediatas e suas demandas específicas.
A equipe da SEMPS oferece serviços de acordo com a necessidade apresentada por cada pessoa, o que pode incluir desde apoio psicossocial até encaminhamentos para serviços de saúde, documentação, assistência jurídica, dentre outros.
Ainda segundo Ernandi, aqueles que manifestam o desejo de sair das ruas, são encaminhados para acolhimento no bairro de Fátima, onde encontram um ambiente mais estruturado para a reinserção social.
“Este passo é crucial no processo de reconstrução da autonomia e dignidade dessas pessoas, possibilitando o acesso e a oportunidades para uma vida mais estável e integrada na sociedade”, afirmou.

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