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Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba
Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba

 

Neste fim de setembro, o mundo político está na expectativa. Com a proibição das coligações mantida, como o cenário político vai se configurar?

Uma constatação elementar. Se Jaques Wagner (PT), senador e pré-candidato ao governo, tanto queria manter as coligações, óbvio que para ele seria bem melhor.

É fácil entender. Sem coligações, vai acontecer o que chamam de rearrumação de sobrevivência. Já que é cada partido com sua chapa, os candidatos, especialmente os novos, mas também os com mandato, vão procurar se encaixar nos partidos que ampliam suas chances de eleição. E aí, segundo os analistas, os grandes aliados do governo baiano, por exemplo, tendem a perder mais.

Exemplo: o PSD de Otto Alencar tem tem cinco deputados federais e 10 estaduais. Os chegantes pensam duas vezes, e os que já estão, também. Aí entra aquela ciranda imaginária: quem tem cinco elege quatro. Se um sair, elege três, e por aí vai.

Pequenos

Mas dizem que também os pequenos têm motivos para se preocupar. O PSB, por exemplo, tem como federais Lídice da Mata e Marcelo Nilo. Nas contas que fazem, só cabe um. É a mesma situação do PL, que tem Zé Rocha e Jonga Bacelar.

Agora no início de outubro, um ano antes das eleições, as regras que vão valer em 2022 têm que estar estabelecidas. Até março, quando abrem as janelas partidárias, aquela em que cada um pode mudar de partido sem problemas, vai ser muito vai e vem.

A aposta de Daniel

O deputado federal Daniel Almeida, do PCdoB, partido da também deputada Alice Portugal, acredita que há boas chances de o Congresso Nacional (no caso, maioria na Câmara e no Senado) derrubar o veto de Bolsonaro à criação da chamada Federação de Partidos, pelo qual, os partidos que se unem numa eleição têm que ficar juntos, como se fosse um durante todo o mandato.

— Acho que há boas chances de o veto cair.

E se não cair?

— Nós, do PCdoB, já há três eleições saímos com chapa própria para estadual. Faremos a mesma coisa para federal.

E passa? Fala Elmar Nascimento, do DEM.

— O PCdoB é o maior interessado, mas vai depender muito  do Centrão

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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