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5 anos sem o antigo Centro de Convenções: destino incerto e perigo na vizinhança

 


5 anos sem o antigo Centro de Convenções: destino incerto e perigo na vizinhança

O desabamento do antigo Centro de Convenções de Salvador, em Jardim Armação, completa cinco anos nesta quinta-feira (23), e o destino do local, que está sob responsabilidade do Governo do Estado, ainda é incerto. 

Segundo reportagem do G1 Bahia, o terreno onde a estrutura de metal foi erguida, em 1970, apesar de estar avaliado em R$ 300 milhões, continua abandonado, sem utilidade e, nos últimos tempos, tem representado um risco extra para moradores da região. Segundo a vizinhança, a área virou rota de fuga e esconderijo de criminosos.

Quando foi erguigo, em 1979, o moderno equipamento chegou a ser comparado a uma refinaria, mas logo foi incorporado a uma paisagem urbana em meio aos bairros do Stiep e da Boca do Rio. 

Recebeu inúmeros eventos de grande e médio portes, e era talvez o mais tradicional espaço para realização de feiras, congressos e formaturas de bacharéis, mas tudo foi para o beleléu na noite de 23 de setembro de 2016. Na ocasião, parte da estrutura desabou, deixando três pessoas feridas, embora sem gravidades.

O Governo logo informou que o empreendimento seria demolido mas, dias depois, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-5) penhorou o Centro de Convenções e suspendeu qualquer tipo de obra no local.

A justificativa era garantir o pagamento de dívida trabalhista avaliada em R$ 50 milhões da Bahiatursa. Em abril de 2017, o TRT-5 suspendeu a demolição do equipamento pelo mesmo motivo.

Sete meses depois, um laudo do DPT apontou oxidação da estrutura e falta de manutenção como causas do desabamento. Em dezembro de 2019, o governo estadual anunciou que o equipamento seria leiloado.

Após três anos sem um Centro de Convenções, a Prefeitura de Salvador finalmente preencheu a lacuna e inaugurou, em janeiro de 2020, um novo empreendimento, na área do antigo Aeroclube – o Centro de Convenções Municipal.

Sobre o antigo Centro de Convenções, o fim do impasse para sua venda ou destino diverso depende da aprovação da Assembleia Legislativa (Alba). Em junho deste ano, uma liminar da Justiça impediu a votação do projeto de vendas, dando um prazo de 10 dias para o órgão dar detalhes técnicos, jurídicos e sociais.

Até o momento, o Governo da Bahia não informou se apresentou a solicitação à Justiça e nem prazos para dar destino ao antigo espaço.

O MP-BA disse que o Governo anunciou a venda por R$ 150 milhões, mas não apresentou um planejamento detalhado para esclarecer a proposta de venda e uso posterior do equipamento. As convenções para dar um fim a essa novela continuam no centro das atenções, e dos problemas.

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