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Áudios mostram o que o presidente da CBF disse à funcionária que o acusa de assédio

 

Áudios mostram o que o presidente da CBF disse à funcionária que o acusa de assédio

Os diálogos entre o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, e a funcionária que o acusa de assédio sexual. Os áudios foram mostrados no Fantástico, da TV Globo, na noite deste domingo (7). Num dos trechos, o dirigente pergunta se a moça "se masturba" e se ela está dividida entre outros dois funcionários da entidade.

 

A conversa gravada ocorreu na noite do dia 16 de março de 2021. Caboclo chamou a funcionária à sua sala no prédio da CBF. Ele sugeriu que ela tirasse a máscara e insistiu que ela tomasse uma taça de vinho. Diante da situação, a moça pegou o celular e enviou mensagens de pedido de ajuda para dois diretores. Um deles já havia deixado o prédio, mas o outro atendeu o socorro e criou um motivo para entrar na sala. Ela então conseguiu deixar o ambiente. Porém, o dirigente a chamou novamente e então a mulher colocou o celular para gravar a conversa.

 

Na última sexta (4), a funcionária protocolou uma denúncia de assédio sexual contra Caboclo no Comitê de Ética da CBF. Neste domingo, o mandatário foi afastado do cargo (leia aqui).

 

Confira os trechos dos diálogos entre Caboclo e a funcionária:

 

Rogério Caboclo: Seu coração tá no cabeção ou no pilotão?

 

Funcionária: Em nenhum dos dois

 

RC: Em quem tá?

 

Funcionária: Não tá em ninguém, é verdade. Mulher consegue ficar bem sozinha.

 

RC: Eu conheço minha mulher há 26 anos... Já apaixonei, pirei por amor.

 

[...]

 

RC: Eu tinha te jurado que eu não ia falar sobre assuntos particulares. Ela tem a buceta dela e eu tenho o meu pau [...] Eu sou horroroso?

 

Funcionária: Chefe, eu não vou entrar no assunto da vida sexual de vocês [ri constrangida].

 

RC: [...] Ela vai fazer ginástica, vai voltar tesuda [...]

 

Funcionária: Então, todo mundo… deixa ela ser feliz.

 

RC: Sabe o que eu sou contra? Nada [...] Você quer uma taça de vinho? [...] Não... se não parece que eu tô louco [...] Posso te fazer uma pergunta?

 

Funcionária: Chefe, não vou me meter na sua vida sexual seu e da [...]. Não vou, não vou.

 

RC: Não é isso. É na sua [vida pessoal].

 

Funcionária: Deixa a minha [vida pessoal] quietinha.

 

RC: Você consegue resistir ao [...] todo dia dando em cima de você?

 

Funcionária: Consigo, nós somos amigos. Acabei de falar, consigo, ponto, nós somos amigos. E tá tudo bem, tá tudo certo, nós somos amigos, a gente se dá bem, ele no sofá, eu no quarto e tá tudo bem. (Nota da Redação: aqui, a funcionária fala sobre um colega de trabalho com quem divide apartamento)

 

RC: Eu não acredito.

 

Funcionária: Eu não tenho por que mentir, não.

 

RC: Tá bom. Segunda pergunta. Posso?

 

Funcionária: Fala.

[...]

 

RC: Você se masturba?

 

Funcionária: Chefe, tchau.

 

RC: Ei...

 

Funcionária: Não quero falar disso, não quero. Eu vou avisar ao [...] que você tá lá embaixo.

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