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LEILÃO DA FIOL: BAMIN ARREMATA TRECHO CAETITÉ-ILHÉUS POR R$ 32 MILHÕES

 

Multinacional garante subconcessão para explorar trecho de 537 quilômetros

A multinacional Bahia Mineração (Bamin) arrematou por R$32,730 milhões a subconcessão do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que se estende por 537 quilômetros entre as cidades de Ilhéus e Caetité.

O Governo da Bahia emitiu nota sobre o leilão feito hoje (8) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e destacou a atuação do Estado para a retomada da obra, “por entender a importância do equipamento para o desenvolvimento econômico”.

De acordo com o governo baiano, o trecho 1 tem mais de 80% concluído, com previsão de conclusão em 24 meses. Com o trecho 2, que chegará até Barreiras, a ferrovia funcionará como um corredor de escoamento de minérios do sudoeste baiano e da produção agrícola que vem do oeste.

AÇÃO NO TCU

O Governo do Estado também destaca seu papel na discussão sobre a obra federal no Tribunal de Contas da União (TCU), solicitando posicionamento da corte a respeito da licitação para conclusão das obras do primeiro trecho, que estavam aguardando autorização do órgão para ser licitadas. Em 2015, uma comitiva formada pelo governador Rui Costa (PT), secretários e representantes da sociedade civil da Bahia e Tocantins, esteve com o ministro Aroldo Cedraz, presidente do TCU. Ele deu o aval para a continuidade do empreendimento.

PORTO SUL

A Fiol tem uma relação direta de dependência com o Porto Sul, localizado no distrito de Aritaguá, em Ilhéus, que está sendo constituído juridicamente como Sociedade de Propósito Específico (SPE), firmada entre o Estado da Bahia e a Bamin. A ferrovia vai transportar a produção de minérios e de grãos até o porto para que as cargas sejam distribuídas.

As obras começaram em novembro de 2020, com protocolos de segurança para evitar a disseminação da Covid-19. Essa etapa inclui a ponte erguida sobre o Rio Almada, que terá acessos pela BA-001 e BA-262.

O avanço físico da obra, até 30 de março de 2021, é de 18,45%. Esta primeira fase contempla as construções de todas as estruturas viárias internas que devem ser concluídas em 2022. No mês de julho está prevista o início da obra de construção da parte marítima.

Atualmente, segundo o governo estadual, as obras geram 400 empregos diretos e, no seu auge, os postos de trabalho indiretos chegarão a 1.200, “tendo ainda todas as licenças ambientais necessárias para a evolução”.

Para o secretário de infraestrutura do Estado, Marcus Cavalcanti, a Fiol e o Porto Sul vão proporcionar uma mudança não só para o desenvolvimento econômico do estado, mas também na infraestrutura rodoviária da Bahia. “A ferrovia é um avanço da estrutura logística não só do estado, mas do Brasil. A construção dos empreendimentos provocará alterações importantes de rodovias já existentes e a necessidade de implantação de outras. Além disso, vai reduzir o fluxo de cargas pesadas nos corredores rodoviários”.

Um comentário:

  1. Muito bacana mesmo com certeza fará grande diferencial na economia ,Uirá ajudar muitos pais de famílias desempregados

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