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Forró arrasta o pé atrás de salvar o São João 2021, mesmo virtual

 

Zelito Miranda Foto: Divulgação
Zelito Miranda Foto: Divulgação

 

Zelito Miranda, Adelmário Coelho, Carlos Pita e Targino Gondim, arautos do forró na Bahia, estão articulados num projeto. Já sabem que, com a pandemia na cola, o São João do jeito que sempre foi, o velho normal, não vai dar, e buscam alternativas no novo. Como tudo, via online.

Conta Zelito que ano passado foi um horror. Tudo já prontinho, engatilhado no tempo certo como sempre. De repente, a programação toda desmoronou, deixando todos no prejuízo.

— Nos pegou de surpresa, ficamos atônitos. A gente sabe que a volta da tradição, o arrasta pé nas praças, só com a vacina, mas estamos pensando no palco pelo caminho virtual, o único que temos.

Audiência

Segundo Zelito, todos os 417 municípios baianos entram no forró de alguma forma; 300 deles com mais ênfase;  alguns como Amargosa, Santo Antonio de Jesus, Cruz das Almas, Juazeiro, Jequié e Senhor do Bonfim com mais gás (bem mais).

Ele afirma que, nas experiências com lives interconectadas entre o celular e a televisão, os resultados foram muito bons. O xis da questão agora é garantir patrocinadores, públicos e privados, no novo modelo.

— A audiência nas lives que fizemos é impressionante, 30 mil pessoas, 40 mil. A menor delas foi 4.800 pessoas. Isso é quatro vezes mais que o Teatro Castro Alves lotado.

Ressalva, todavia, que a produção é uma cadeia, e o formato virtual, um quebra galho. O charme é o rala rala do anarriê.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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