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“Sul da Bahia: Potencial ambiental do cacau pode atrair bilhões de reais em investimentos internacionais com recursos do clima para Estados produtores, diz prefeito de Jussari”


Ao fazer uma análise do atual estágio da cacauicultura brasileira, o prefeito Antônio Valete, do município de Jussari, no sul da Bahia, afirmou que "é urgente e necessário avançarmos nas relações bilaterais  e empreendermos esforços para estruturar um fundo em parceria com os consórcios de municípios dos Estados produtores de cacau e encaminhar as agências internacionais financiadoras de projetos, no sentido de atrair recursos financeiros que contribuam para o soerguimento do setor".
“O sul da Bahia e as demais regiões produtoras de cacau brasileiras têm um potencial ambiental que pode atrair bilhões de reais em investimentos internacionais com recursos do clima para os Estados que cultivam o produto, garantiu o produtores, disse Antônio Valete, reeleito no último dia 15 de novembro. “São bilhões de consumidores de chocolate em todo o mundo e um milhão e duzentos mil empregos gerados pela cadeia produtiva do cacau”, acrescentou o prefeito.
Segundo Valete, “o dinheiro do clima estar disponível e deve ser investido em quem realmente produz, o setentas mil produtores de cacau no Brasil. Podemos em quatro anos voltar a ser o maior produtor de cacau do mundo, porque temos técnica e tecnologia para isso”. O prefeito informou que está convidando pesquisadores e extensionistas da Ceplac, aposentados e da ativa, para construir essa proposta. “O modelo de pesquisa, extensão e humano produzido pela Ceplac é único no mundo e deve ser aproveitado. Outro parceiro do projeto é o consultor Carlos Aquino”, anunciou.
O prefeito de Jussari disse também que está abrindo diálogo com os três Consórcios Intermunicipais no sentido de estruturar a proposta. “Os consórcios de municípios podem garantir a segurança institucional de uma proposta dessa envergadura”, ressaltou. Já o consultor Erlon Botelho, diretor do Instituto Chocolate, garante que “os prefeitos devem assumir o mais rápido possível esse protagonismo, senão vão ficar nas mãos das cooperativas e reféns da omissão do Estado”.
Para Botelho, “as coisas estão dando erradas na região sul da Bahia por falta de governança política, ou seja, transferência de responsabilidade do Estado para Ongs e cooperativas. Num projeto de captação internacional isso não conta pontos nos quesitos abordados para credenciar um projeto”. Ele acrescentou que “fortalecimento institucional é uma palavra de ordem em qualquer organismos, as Ongs por conhecer esse caminho sai na frente”.
“A Comunidade Europeia e o Banco Mundial são logo ali”, lembrou o diretor do Instituto Chocolate. Segundo ele, “se a comunidade científica subscrever essa proposta, com o patrimônio material e imaterial da Ceplac e a participação das instituições e da sociedade, as regiões produtoras de cacau se tornarão autossuficientes em captação de recursos”, garantiu, lembrando que “o sistema Cabruca na Mata Atlântica do sul da Bahia e os temas agroflorestais nos Estados da Amazônia prestam importantes serviços ambientais, contribuindo positivamente para redução dos efeitos estufa no planeta”.

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