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Mulheres acusam prefeito de Barra do Mendes de agredi-las com chicote

 [Mulheres acusam prefeito de Barra do Mendes de agredi-las com chicote]

 05 de Dezembro de 2020 às 08:39  Por: Montagem JC  Por: Raul Aguilar

O prefeito de Barra do Mendes, Armênio Sodré Nunes, conhecido por ‘Galego’ (MDB), é suspeito de agredir com um chicote várias mulheres que realizavam um protesto na frente de sua casa, que fica em uma área residencial do município, segundo apurou o site Jornal da Chapada.

O protesto teria sido motivado pelo descaso com que o gestor tem conduzido as ações sanitárias de combate ao novo coronavírus. Segundo os moradores informaram ao jornal, os R$ 1,6 milhão repassados pela união para o combate da pandemia da Covid-19 não estão sendo utilizados para esse fim.  

Em entrevista ao Jornal da Chapada, a moradora Simone Sousa Feitosa de Almeida, diz que foi agredida por Galego e acabou indo parar no hospital municipal da cidade por causa das lesões causadas pelo chicote do prefeito. “Fomos para o hospital do município, fui medicada e inclusive o médico descreveu as lesões. Vou fazer corpo de delito amanhã [sábado, 5 de dezembro], BO [boletim de ocorrência] em Irecê, que fica a 60 quilômetros, pois o delegado está com covid e não tivemos assistência aqui [em Barra do Mendes]”, lamentou Simone ao site de notícias da região da Chapada Diamantina.

A moradora disse ainda que acionou um advogado e que está sendo assistida pela comissão da mulher.

“O prefeito está insano, batendo no povo de Barra do Mendes, um absurdo. Freou o carro em cima da gente e já saiu com o chicote em cima do povo”, diz a moradora que participou da manifestação. “Uma situação jamais vista, justamente porque estávamos cobrando direitos que a população tem. Estarei assistida com advogados e a comissão da mulher já entrou em contato comigo também estarrecidos”, desabafou a moradora agredida pelo prefeito ao Jornal da Chapada.

Veja o vídeo do momento em que o prefeito chega ao local e agride os manifestantes, divulgado pela Acorda Barra do Mendes:

 


Indisponibilidade

Galego e um empresário tiveram R$ 232.850,36 do seu patrimônio bloqueados por decisão liminar da Justiça, que atendeu pedido do Ministério Público estadual. O MP entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa após constatar a prática de dispensa de licitação por fracionamento do objeto.  

A ação que baseou a decisão do juiz Danilo Augusto e Araújo Franca levou em consideração a investigação do MP que constatou que, entre os anos de 2013 e 2019, foram realizadas 58 compras de bens de consumo das empresas fornecedoras Star Games e da Vladimir Figueiredo ME, todas sob um mesmo CNPJ.

Segundo o promotor de Justiça Marco Aurélio Nascimento Amado, o valor total da compra, R$ 232.850,36, foi fracionado ilegalmente ao longo dos meses “com o intuito de escapar do dever de licitar”. Além do fracionamento irregular, o MP apurou que as compras foram realizadas “sem qualquer formalização de procedimentos ou contratos”.

Repúdio e solidariedade

O presidente do diretório estadual do Movimento Democrática Brasileiro (MDB), Alex Futuca, destacou, em nota, que o partido repudia as agressões de seu filiado e se solidariza com as vítimas do ato, esperando que "a justiça seja feita". 

"Nós, do MDB Bahia, repudiamos as atitudes violentas e intolerantes de qualquer membro e ou filiado do partido. Levantamos a bandeira da paz e do respeito à vida, principalmente das mulheres! Lutamos diariamente contra todo e qualquer tipo de preconceito, violência e desrespeito ao próximo; somos solidários às mulheres agredidas pelo Prefeito Galego e esperamos que a justiça seja feita"

Ato intempestivo

A assessoria de comunicação do Prefeito de Barra do Mendes, Armênio Sodré Nunes, conhecido por ‘Galego' do MDB, afirmou, em nota, que o chefe do executivo "reagiu intempestivamente" após ser xingado de "ladrão e assassino".

Vídeos divulgado na última sexta-feira, 5, mostram o prefeito do município descendo de uma caminhonete e indo em diração a um grupo de manifestante que realizavam um ato na frente de sua casa, com o que parece ser um chicote, Galego começa a agredi-los.

Uma pessoa que participou do protesto e que foi agredida por Galego disse que ato foi realizado após um munícipe se contaminar pelo novo coronavírus e não encontrar um respirador no hospital. A assessoria de comunicação aponta um decreto que proíbe o comércio em Barra do Mendes como fator motivador do protesto e acusa uma das organizadoras, uma comerciante conhecida como Simone, sem citá-la, de encabeçar o movimento contra o prefeito.

"O que ocorre é que uma comerciante [Simone], insatisfeita porque foi baixado um decreto fechando o comércio em geral até o dia 06 de dezembro - já que do dia 23/11 até o dia 29/11 houve um aumento nos casos ativos da COVID-19 no município, saltando de 6 casos por dia para 135 casos ativos -, organizou um manifesto com cartazes na porta da casa do prefeito, cobrando a prestação de contas do dinheiro da Covid-19", afirma nota, que destaca que o gasto do recurso enviado pela união, cerca de R$ 1,6 milhão, está sendo acompanhado pelo Ministério Público.

A nota acusa os manifestantes de "soltarem foguetes em direção à casa do prefeito" e pregaram "cartazes no portão e no muro da casa", destaca também que os participantes do ato "esmurraram e chutaram o portão da residência" de Galego "aos gritos de assassino e ladrão".

"Vizinho à casa do prefeito mora a sua mãe, uma senhora debilitada, com mais de 90 anos, que também estava em pânico com o movimento. Dentro da casa só se encontravam a empregada e os dois filhos menores do prefeito, um adolescente de 16 anos que foi vítima de sequestro há pouco mais de um mês e uma menina de 9 anos, que ficaram bastante abalados com a manifestação na porta e ligaram para o prefeito, que se encontrava com a sua esposa num povoado vizinho", afirmou a ascom do prefeito de Barra do Mendes, em Nota.

A ascom do prefeito do MDB destaca que, "ao saber do ocorrido" na porta de sua casa, "Galego veio disposto a terminar com a manifestação e quando chegou foi recebido aos gritos de assassino e ladrão e reagiu intempestivamente".

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