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Um adeus diferente a 2020

Um adeus diferente a 2020
Foto: Elias Dantas/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O governador Rui Costa voltou a falar sobre a suspensão das festas de Réveillon na Bahia. É uma medida esperada, dada a baixa possibilidade de uma vacina estar disponível e imunizando a população até o final de 2020. No entanto, até aqui, há mais debate sobre o Carnaval 2021 do que sobre outras festividades. É certo que os festivais vistos ao longo dos últimos anos não vão se repetir agora. Principalmente por termos muito pouco a celebrar diante das sucessivas “rasteiras” que o ano nos deu.

O Festival Virada Salvador, que se tornou uma tradição já incorporada ao calendário local, não vai acontecer no formato tradicional. No máximo uma transmissão no formato da febre das lives, um modelo que rapidamente se esgotou, mas que pode servir de alento para a população que já se acostumou com a oferta de entretenimento nessa época do ano. Será mais um momento em que a economia soteropolitana - especialmente a informal - será duramente atingida pela pandemia do novo coronavírus.

Para além dos eventos organizados pelo poder público e também pela iniciativa privada, as festividades de final de ano serão, talvez, o maior desafio do ponto de vista de distanciamento social. É nessa época que muitas famílias se reúnem para celebrar a vida e pedir que o próximo ano seja melhor. Por mais que precisemos emanar vibrações positivas para que 2021 seja melhor - cruzemos os dedos -, sem a vacina é preciso manter o cuidado extremo para evitar que as reuniões familiares não gerem ondas de contaminação.

Voltando à questão levantada por Rui, é preciso programar desde agora como vai acontecer esse Réveillon diferente. Mesmo porque não vão faltar pessoas que se considerem “imunes” e esqueçam os protocolos de segurança durante o período. Se mesmo com o número de mortos não parando de crescer ainda existem negacionistas do coronavírus, como acreditar essa “negação” não vai se fortalecer durante o final do ano? Eu não apostaria contra isso.

Então, debater desde agora qual seria o cenário menos traumático para lidar com os festejos natalinos e de Réveillon é um bom caminho para evitar problemas quando chegar a hora. Até porque pessoas vão comemorar ter vencido a Covid-19, enquanto outras ainda estarão enlutadas com o adeus não dado a amigos e familiares.

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