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Rui e Neto convergem em posição contrária a Bolsonaro sobre reabertura do comércio

Rui e Neto convergem em posição contrária a Bolsonaro sobre reabertura do comércio
Foto: Divulgação / Secom
Durante coletiva conjunta para anúncio de novas medidas de combate ao coronavírus na capital baiana, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) rechaçaram o posicionamento do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à reabertura do comércio. A flexibilização do isolamento e o questionamento da eficácia deste foi sucessivas vezes condenada pelo presidente, que, na manhã desta quinta-feira (7) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir o abrandamento das medidas de isolamento (veja aqui).
 

De acordo com o Rui, a atual situação da pandemia tem deixados as pessoas em "desespero, buscando onde se salvar". O Brasil já registrou, até esta tarde (7), 125.218 casos da doença e 8.536 óbitos em decorrência de complicações da Covi-19. Na Bahia, apesar de a curva de crescimento ter estado sempre inferior às estimativas, as medidas tem sido intensificadas. 

"Todos os brasileiros esperam um pouco de sensibilidade com a vida humana [por parte] do presidente. Tenho confiança no STF [Supremo tribunal federal], que vai manter sua posição de legitimar as ações dos prefeitos e dos governadores no sentido de salvar vidas humanas", afirmou o governador. 


Em decisão do início de março, o STF determinou que, no caso da pandemia, as medidas com maior carga de proteção à saúde e à vida teriam mais força. 

Já o prefeito da capital, que nesta tarde anunciou uma proposta de medidas ainda mais restritivas em alguns bairros, afirmou que "discorda e condena" as proposições do presidente da República. Citou ainda a visita feita por Bolsonaro ao STF como "mais um jogo de cena", já que a Corte tem decisão sobre a questão.

"Eu tenho dito sempre que é lamentável as pessoas quererem estimular esse debate que coloca de lado a economia. Se não fossem as ações de prefeitos e governadores em todo o país, nós já teríamos vivenciado um genocídio", destacou Neto. 

"Infelizmente, essas atitudes do presidente geram dúvida na cabeça das pessoas. Se houvesse um protocolo nacional, talvez nós já tivéssemos superado o momento mais crítico, talvez tivéssemos mais êxito nas medidas adotadas", acrescentou o prefeito

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