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Coronavírus: como evitar a ansiedade durante o isolamento

Psicólogos têm indicado o que fazer para evitar que o isolamento cause ansiedade, síndrome do pânico ou depressão, principalmente entre crianças e idosos. Há um grande número de pessoas que atualmente vive sozinha e em pequenos espaços, o que aumenta a pressão para os que estão acostumados a sair para trabalhar e encontrar os amigos e a família.
A maioria dos especialistas aconselha as pessoas a continuar seus projetos em casa, sempre que possível, sem perder o contato com amigos e familiares. De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Claudio Martins, é importante se cuidar quanto a alimentação, hidratação e se possível se comunicar pela internet.
É essencial se manter ocupado e não passar o dia vendo notícias sobre a pandemia. Ficar somente pensando na doença pode gerar uma obsessão mental.

A mudança do comportamento, que foi tão repentina, a redução brusca das relações pessoais, num clima coletivo de medo, podem resultar em muitos transtornos psicológicos, aumentando a depressão para quem já está com essa tendência.
O isolamento pode ser comparado à prisão domiciliar. É um momento de autodefesa, mas também é importante praticar a solidariedade.
Ajudar o próximo com o que puder, por exemplo, com uma aula, uma companhia virtual ou produzir algo que possa doar, como máscaras de proteção contra o coronavírus. É o espírito que as pessoas têm em grandes tragédias e agora pode animá-las.
Algumas dicas para evitar ansiedade e depressão:
1. Interação virtual
Segundo o professor de psicologia Nelson Fragoso, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, são importantes as conversas em vídeo, para ver outras pessoas. A conversa com vídeo é mais favorável ao contato humano do que uma simples ligação de voz. Isso diminui a sensação de distanciamento.
De acordo com especialistas, é importante participar de grupos de WhatsApp com colegas do trabalho ou vizinhos, desde que as mensagens não sejam pessimistas ou divulguem notícias falsas. Outras formas é a pessoa compartilhar o que faz durante à tarde, os filmes que assiste, o que prepara nas refeições e sugerir atividades.
2. Não fazer tudo no mesmo dia
Na ânsia de manter tudo em ordem e ocupar a mente é comum que as pessoas em isolamento social tentem resolver todas as tarefas de uma só vez. Os terapeutas aconselham que essas atividades sejam feitas de maneira parcelada para que elas não se esgotem rápido demais.
Eles aconselham que o ideal é fazer tudo com calma e dividir as atividades entre toda a família, caso se more com a família. É importante fazer alguma atividade como meditação e exercícios de respiração para manter a calma e o relaxamento.
3. Usar a criatividade para fugir da rotina
Entre as opções, inovar fazendo, por exemplo, novas receitas no almoço, ou exercícios diferentes em casa. É interessante procurar novos canais no YouTube, tentar um filme novo, parar uma série no meio e começar outra, interromper o livro no meio e começar outro. Quebrar a ordem natural das coisas é uma tentativa de ser pessoas diferentes, ou seja, capaz de inovar sempre.
4. Ler um livro, dois ou três
A leitura é considerada muito terapêutica, um bom livro pode ser muito edificante. Entre as opções, especialistas recomendam revisitar as leituras favoritas, além de buscar ler livros inspiradores.
Ao descobrir um bom livro, o tempo passa rapidamente e a pessoa acaba imersa em um mundo totalmente novo, um mundo onde não existe coronavírus. Um estudo de neuropsicologia mostrou que a leitura de pelo menos seis minutos por dia pode reduzir os níveis de estresse em 60%.
5. Organizar
Regina Di Ciommo ressalta a importância de se concentrar no que pode fazer para organizar a área em que está confinado, seja no quarto ou toda a casa. Entre as possibilidades, colocar cortinas novas, arrumar as gavetas cheias de objetos inúteis, limpar seu armário daquilo que não usa mais. Isso dá satisfação, além de deixar a pessoa mais calma.
6. Comprar algo agradável
As pessoas não gostam de ficar presa dentro de casa, mas estão fazendo o melhor que podem. Para ajudar, entre as opções, comprar algo legal online é uma ideia útil. "Por que, não usar lençóis novos para a cama em que você está sentando e deitando, dia após dia?", ressalta Ciommo.
Para quem está atento em se prevenir do coronavírus, ou se está com sintomas, deve informar o entregador que ele deve deixar as compras na porta quando chegarem para limitar a interação.
7. Dar prioridade ao sono, mas não exagere
De acordo com a especialista e socióloga Regina Di Ciommo, todos podem querer dormir mais quando estão entediados, mas sem ficarem tentados a exagerar, pois isso pode realmente estragar o padrão de sono.
Se a pessoa se auto isolar, pode usar o tempo suficiente para o sono (7 a 8 horas por noite) e não ficar seduzida pela tentação de cochilar por três horas todas as tardes. Priorizar o sono pode ajudar a melhorar a saúde mental, enquanto que dormir demais pode fazer se sentir 10 vezes pior, ressalta a especialista.
8. Usar a criatividade
Os estudos sugerem que nas situações em que o indivíduo se sente entediado, ele pode também ser mais criativo. A recomendação é de usar esse tempo com sabedoria. Dedicar-se ao livro que está escrevendo, começar a pintar uma tela, escrever um poema, compor uma música, aprender a desenhar, fazer tricô, costurar, aprender um novo idioma. Na internet há tutoriais que ensinam a fazer muita coisa nova.
9. Dançar
Dançar pode ser uma ótima estratégia contra o tédio, aponta Ciommo. Procurar músicas animadas, aumentar o volume e gastar 20 minutos dançando, é uma boa maneira de se exercitar sem sair de casa. 

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