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Em desabafo, desembargador pede que TJ-BA seja 'Fênix' e 'renasça das cinzas'

Em desabafo, desembargador pede que TJ-BA seja 'Fênix' e 'renasça das cinzas'
João Pinto | Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ BN
Durante a sessão plenária realizada na manhã desta quarta-feira (27), o desembargador João Pinto fez um desabafo sobre a situação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). No pronunciamento, ao votar pela instauração de um processo contra um juiz, com afastamento, o magistrado afirmou que é preciso “cortar na carne”.

Ele declarou que o tribunal vivencia uma situação “das mais delicadas” em sua história com o afastamento de quatro desembargadores, decorrentes da Operação Faroeste, e que tem “pedido a Deus que os queridos colegas consigam provar a sua inocência”. “Esse tribunal deve renascer das cinzas, como a fênix mitológica para raiar para o jurisdicionado, com a confiança que deve merecer o Tribunal de Justiça da Bahia”, declarou. “Me dói a alma quando um filho meu me diz que não aguenta mais acessar a internet, porque o que se vê, o que é que se lê? Que o Tribunal de Justiça da Bahia só tem desembargador corrupto. E isso clamo aos céus, e isso corta a alma e o coração”, lamentou.

O magistrado afirmou que na conjuntura atual se prega a ética, a moralidade, e que os desembargadores têm o dever de mostrar para a sociedade que elas podem confiar na Justiça, e que “podem sim confiar nos desembargadores que compõem essa Corte, a Corte mais antiga das Américas”. Disse que precisava falar que não conhece um “desembargador que tenha conspurcado a toga, um desembargador que não seja íntegro, honesto, preocupado com a distribuição da justiça da forma mais moral e ética possível”. “Perdoe-me o excesso, é algo que está aqui, dentro do meu coração, eu realmente estou triste. Eu completei 67 anos de idade no dia 4 deste mês, mas não pude comemorar, eu estou sentido, sangrando por dentro”, contou. A expectativa do desembargador é que o TJ-BA possa se afirmar “forte, grande, como fênix renascendo das cinzas, para toda comunidade baiana e brasileira, que podem sim confiar no Judiciário”.

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