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PMs da Bahia anunciam greve, mas comandante e governo negam

Nesta terça-feira (8), um grupo de policiais militares anunciaram greve da categoria por tempo indeterminado. De acordo com informações do CORREIO*, a informação surgiu após uma assembleia liderada por membros da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), no final desta tarde. Mas, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não há paralização e a decisão foi atribuída a um "pequeno grupo" dentro da corporação.


Em nota, a Polícia Militar explicou que se trata de um movimento político do deputado estadual Marco Prisco com a intenção de criar um clima de insegurança.



Foto: reprodução

Confira a nota na íntegra:


"O Comando Geral da Polícia Militar afirma que recebeu a informação de uma greve decretada por um deputado estadual. Trata-se de um movimento político sem a adesão da PM.
A Polícia Militar informa que o movimento político tem a intenção de criar clima de insegurança. Isso não será permitido.
A Polícia Militar da Bahia garante o policiamento ostensivo em todo o estado e tranquiliza a população, que deve manter sua rotina normalmente. Reforça que o responsável pelas operações nas ruas  é o Quartel do Comando Geral, que está pronto para atender a todas as demandas da sociedade.  Adianta ainda que, os policiais que não atenderem suas escalas responderão conforme Legislação Militar".

O comandante-geral da PM, coronel Anselmo Brandão, negou que a paralisação anunciada pela Aspra represente o efetivo da categoria, e garantiu que os policiais continuarão trabalhando. O coronel também explicou que a mobilização se resume a um grupo de cerca de 300 policiais, a maioria da reserva.

“Quem fez essa declaração de greve foi o deputado Prisco. Ele e 300 policiais, a maioria aposentados, estão causando esse terrorismo na cidade, mas eu garanto que a nossa tropa continuará trabalhando e que estamos atentos a todo e qualquer episódio", disse o coronel Anselmo.

"Ele (Prisco) está politizando o processo e isso não tem nada a ver. Nós somos técnicos, a tropa tem comando e um comandante que dialoga com a tropa. Não precisamos de interlocutores.  Ele está transformando isso em uma decisão política e não vamos aceitar”, completou o coronel Anselmo Brandão.

Segundo o CORREIO*, o grupo reinvindica melhorias no Planserv, plano de carreira e reajuste do benefício da Condição Especial de Trabalho (CET).

“A gente deu um prazo de cinco anos, período em que a gente está tentando conversar com o governador. Todas as entidades que são responsáveis por essa questão foram notificadas, receberam ofício com indicativo da possibilidade de paralisação, mas, infelizmente, não atendeu a esse pedido. Inclusive, foi dito que hoje era o dia D, o último dia em que ficaríamos esperando que o governo nos chamasse para negociar”, afirmou, justificando o fato de não terem recorrido ao 'estado de greve'", explicou o coordenador regional da Aspra, Augusto Araújo Júnior, ao CORREIO*.

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