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Padre é morto estrangulado com fios de arame

O padre polonês Kazimierz Andrzej Wojno, de 71 anos, foi morto por estrangulamento com fios de arame na noite de sábado, após missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Asa Norte de Brasília, no Distrito Federal. De acordo com a Polícia Civil, o padre foi vítima de roubo seguido de morte. O sacerdote foi sepultado na tarde desta segunda-feira.

Kazimierz Andrzej, conhecido como padre "Casemiro", foi morto nos fundos da igreja após celebrar uma missa, por volta às 18h30. Segundo a polícia, o padre e um funcionário da igreja foram rendidos por quatro homens. O corpo do sacerdote foi encontrado com os pés e as mãos amarrados e com um arame enrolado ao pescoço.

Em nota, a Arquidiocese de Brasília lamentou a morte do padre Kazimerez Wojn e informou que acompanha o caso.

Foto: Paróquia Nossa Senhora da Saúde / Divulgação

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal afirmou que “todos os esforços estão sendo enviados pelas forças de segurança para identificar e prender o(s) autor(es) desse crime”. Segundo a nota, “o latrocínio, infelizmente, interrompe um período de dois anos sem esse tipo de delito nessa região da cidade”.

O corpo do sacerdote foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML), no início da noite de domingo. O velório ocorreu na manhã desta segunda-feira, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde. Kazimierz foi sepultado às 16h30, no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul da capital.

A Polícia Civil afirma que está colhendo depoimentos de testemunhas e do caseiro que foi mantido refém pelo bandidos.



O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), declarou luto oficial de três dias pela morte de Kazimierz.

“Este é um momento de pesar para toda a família brasiliense, especialmente os paroquianos da Paróquia de Nossa Senhora da Saúde. O assassinato do padre Casimiro, um homem de paz, amado e admirado por todos, não só choca como nos leva a refletir sobre a sensação de insegurança que recai sobre todos nós. Expõe uma dura realidade que precisamos enfrentar com determinação. Por mais preparada e equipada que esteja a polícia, por mais rigorosas que sejam as leis, a criminalidade violenta expõe sua face onde e quando menos esperamos. A violência deixou de ser um problema localizado, é um problema de todo o Brasil. Para enfrentá-lo, estou convencido que precisamos promover uma verdadeira revolução, uma mobilização geral com engajamento de todas as forças de bem de nossa sociedade e da polícia. O combate à criminalidade deve ser encarado como prioridade, daí a necessidade de unirmos forças. A sociedade precisa de paz. Não iremos tolerar que o cidadão ou cidadã se torne refém de criminosos dentro de sua própria casa. Que Deus receba a sua alma, conforte os seus familiares e paroquianos e nos ilumine nesse esforço de garantir a tranquilidade da população”, afirma a nota.

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