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Gallese fecha o gol, Peru elimina Chile e faz final da Copa América com o Brasil

O Peru não para de surpreender na Copa América. Depois de sofrer a maior goleada (0 a 5 para o Brasil), eliminar o Uruguai nas quartas de final, o time do técnico Ricardo Gareca derrotou o bicampeão Chile por 3 a 0, nesta quarta-feira, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, e garantiu o direito de disputar a final diante da seleção brasileira, domingo, às 17 horas, no Maracanã.
Campeões em 1939 e 1975, os peruanos vão tentar o terceiro título da Copa América. Os chilenos, campeões em 2015 e 2016, vão enfrentar a Argentina, sábado, na Arena Corinthians, pela disputa do terceiro lugar.
Os times começaram no ataque. Em sete minutos, cada equipe conseguiu uma oportunidade de gol. Aos 2, após roubada de bola no meio de campo, Guerrero fez ótimo passe para Cueva, mas o meia, livre, bateu para fora. O Chile respondeu aos 7, quando Sánchez lançou Beausejour, que só rolou para a finalização de Aránguiz rente à trave direita de Gallese.
Com forte marcação na saída de bola do Chile, o Peru passou a dominar a partida. Aos 18, mais uma vez, Guerrero deixou Flores em grandes condições de marcar, mas o canhoto bateu torto na bola.
A supremacia peruana logo se tornou vantagem no placar. Em jogada pela direita, Cueva cruzou para desvio de cabeça de Carrillo. A bola sobrou para Flores bater bonito de trivela: 1 a 0.
Em desvantagem no placar, o Chile, mesmo sem inspiração, foi para o ataque e deixou espaços para o Peru contra-atacar, sempre com o início das jogadas de Cueva, a velocidade de Carrillo e a inteligência de Guerrero. Alexis Sánchez e Vidal, os principais jogadores chilenos, sofreram com a forte marcação.
Aos 37, Carrillo escapou pela ponta-direita. O goleiro Arias saiu mal da meta e não impediu cruzamento do atacante. Yotún teve categoria para dominar no peito e bater, sem deixar a bola pingar, para o gol vazio: 2 a 0.
O primeiro tempo foi terrível para o Chile. Além dos dois gols sofridos, o atual bicampeão ainda teve como obstáculo o goleiro Gallese, autor de defesa espetacular, após forte chute de Fuenzaliza à queima roupa, aos 43 minutos.
O segundo tempo também começou difícil para o Chile. Aos 5 minutos, Vargas desviou cobrança de falta pela direita, mas a bola explodiu na trave direita de Gallese.
A iniciativa permaneceu com os chilenos, mas o ataque era inoperante. O Peru estava mais perto do terceiro gol do que o Chile do primeiro. Aos 14 minutos, Carrillo puxou o contra-ataque, lançou Guerrero pela direita. O atacante tocou para Cueva, que rolou para Yotún. A finalização, quase na pequena área, foi por cima da meta.
Apesar de tanta desorganização chilena, Aránguiz conseguiu se destacar. O meia, aos 20 minutos, disparou uma bomba da intermediária. A bola passou muito perto do gol de Gallese, que só torceu. Aos 22 minutos, o goleiro peruano foi mais uma vez muito bem, ao espalmar uma finalização sem querer de Beausejour.
Um verdadeiro paredão, Gallese voltou a parecer com destaque, aos 29 minutos. Vargas escapou livre, correu todo o campo de ataque e bateu, mas o goleiro peruano saiu bem do gol e fez a defesa.
Com o passar do tempo, o Peru abdicou do ataque, deixando Guerrero sozinho contra todo o setor defensivo do Chile. Vidal apareceu aos 36 minutos, em uma cabeçada, que Gallese, mais uma vez, apareceu bem. No minuto seguinte, o goleiro fez boa defesa em chute rasteiro de longe de Alexis Sánchez.
Tantas chances desperdiçadas fizeram o Chile desanimar. A torcida peruana percebeu e começou a gritar "olé" e ainda teve chance de festejar um gol de seu melhor jogador. Guerrero surgiu livre na área, driblou o goleiro Arias e rolou a bola para fazer 3 a 0.
Ainda havia tempo para mais um grande feito de Gallese. O juiz, com a ajuda do VAR, marcou pênalti de Abram em Aránguiz. Vargas bateu com cavadinha e o goleiro peruano pegou com uma mão a cobrança.

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