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Governo envia ao Congresso projeto de autonomia do BC

Governo envia ao Congresso projeto de autonomia do BC


  O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (11) projeto de lei que será enviado ao Congresso para estabelecer a autonomia formal do Banco Central. A medida faz parte das metas estabelecidas pelo governo para os primeiros cem dias de gestão de Jair Bolsonaro.

  O texto foi assinado no Planalto durante evento em alusão à data. Projeto semelhante já passa por análise na Câmara, mas o governo decidiu enviar nova proposta sob o argumento de que a medida em tramitação fere a Constituição.

  De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o texto constitucional impede que um projeto apresentado pelo Poder Legislativo altere a estrutura do Executivo. Em razão do chamado vício de iniciativa, o texto não poderia ser sancionado pelo presidente.

  Onyx disse que a decisão foi combinada com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), autor do projeto que já tramita no Legislativo.

  "Haverá um apensamento aos projetos existentes na Câmara dos Deputados para agilizar a tramitação", disse o ministro. "Se fizesse a aprovação da proposta anterior, poderia ter um questionamento jurídico", acrescentou.
 
  A proposta assinada por Bolsonaro estabelece mandato de quatro anos para o presidente do BC, podendo haver renovação por mais quatro anos. O período de ocupação do cargo pelo presidente da autoridade monetária, pelo texto, não coincidirá com o do presidente da República.

  O ministro da Casa Civil informou que o projeto cria regras para garantir proteção jurídica ao presidente do BC, que perderá o status de ministro com a proposta.

  O texto do novo projeto diz que o sucesso da estabilização econômica, iniciada em 1994, demonstra os benefícios da estabilidade monetária e contribui para o crescimento da economia.

  "Para assegurar que o BC continue desempenhando esse papel de maneira robusta e com segurança jurídica, mostra-se necessário consagrar em lei a situação de facto hoje existente, na qual a autoridade monetária goza de autonomia operacional e técnica para cumprir as metas de inflação definidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional)."

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