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Crise de financiamento do metrô levou Rui Costa a aceitar encontro com ACM Neto


Rui Costa recebe ACM Neto na Governadoria, um acontecimento inédito na história dos dois

O prefeito ACM Neto (DEM) foi sincero ao relatar a jornalistas que tratou da questão da mobilidade urbana de Salvador no encontro, a portas fechadas, que teve com Rui Costa (PT) na semana passada, na primeira aproximação concreta entre os dois desde a posse do governador, em 2014.
A reunião ocorreu depois de um encontro inesperadamente amistoso que tiveram no adro da Igreja da Conceição da Praia, ponto de partida da Lavagem do Bonfim, onde acabaram se dando as mãos em oração e posando para uma imagem de união da qual, por falta de hábito, a sociedade baiana estava definitivamente desacostumada.
Mas se, por um lado, o prefeito saiu dos seus cuidados e se dirigiu até a Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia, para conversar com Rui, não era ele que parecia estar ardentemente apostando em algum tipo de entendimento entre os dois.
No princípio do mês, Neto havia pedido uma audiência ao governador com o objetivo de tratar especificamente da questão dos transportes em Salvador, cujos problemas, apesar de suas especificidades complexas, não diferem, em definição, dos das demais capitais brasileiras.
Dando pouca importância para o contato, Rui não lhe deu resposta. Ele sabia que Neto estava envolvido em uma discussão com os donos de ônibus sobre o aumento de tarifa e, mais do que isso, que, se o praticasse, elevaria também os valores cobrados no metrô, até hoje subsidiado pelo governo estadual.
No Thomé de Souza, a conclusão sobre o desinteresse de Rui no encontro era a seguinte: como o governador imaginava que o prefeito permitiria a majoração da passagem, não precisaria se envolver com a questão, normalmente polêmica e, com certeza, impopular.
Assim, como gestor do Estado, se beneficiaria naturalmente da decisão do aumento, sem participar dela, que teria como consequência aliviar o custo da operação do metrô, uma PPP na qual o Estado investe anualmente cerca de R$ 300 milhões, conta perigosíssima para o estágio atual das contas do governo.
Ocorre que, como os empresários não atenderam às exigências do prefeito, ele sustou a discussão sobre a elevação da tarifa. E Rui ficou a ver navios, à espera de um refresco no custeio da PPP do metrô que não veio.
Não é preciso adiantar conversa para dizer que, apesar de continuar não querendo se envolver na polêmica, o governo deseja o aumento das passagens dos ônibus, assim como a CCR, empresa com que o Estado patrocinou a PPP. E que a elevação das passagens se encontra nas mãos do prefeito.
Não é segredo de ninguém que, projetado para transportar 500 mil passageiros por dia, o metrô foi colhido pela crise que reduziu o número de usuários e, consequentemente, suas receitas, tornando sua manutenção uma operação de alto risco para o Estado. Portanto

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