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Aliados de Neto já articulam lançar candidaturas à prefeitura de Salvador em 2020

12 de Novembro de 2018 às 11:26 Por: Gilberto Júnior/Arquivo/BNews Por: Fernanda Chagas00comentários
Embora o prefeito ACM Neto (DEM) venha trabalhando de forma aberta o nome do vice-prefeito Bruno Reis (DEM) como seu possível sucessor em 2020, aliados deixam clara a necessidade de construir vias alternativas e confirmam articulações de nomes próprios na corrida pelo posto maior do Palácio Thomé de Souza. O cenário denota, segundo interlocutores, enfraquecimento do gestor democraca depois que decidiu, no início deste ano, não disputar o governo da Bahia em seu grupo político.
O Partido Verde (PV), por exemplo, já deu a largada e afirma que essa é uma possibilidade legítima para todos os partidos da base do prefeito, levando em conta que ele não mais será candidato.  
“Acho que  2020 é uma possibilidade para todos os partidos da base, sobretudo levando em conta que o prefeito não mais será candidato e ele sempre diz que irá apoiar o nome de consenso do grupo. Portanto, nós estramos trabalhando para lançar uma alternativa para a sociedade soteropolitana em 2020”, admitiu o presidente do PV, Ivanilson Gomes, em conversa com o BNews
Sobre possíveis nomes, Gomes disse que o debate em relação à escolha ainda não foi iniciado. “Mas podemos escolher não apenas entre os que já estão no partido, como também os que queiram adentrar no PV para essa missão, mas com certeza iremos apresentar essa alternativa”, reforçou. 
Na mesma linha, porém com um discurso mais duro, o deputado federal Lúcio Vieira Lima, um dos líderes do MDB na Bahia, diz que a legenda tem essa pretensão e é legítima. Ele enfatizou ainda que o compromisso do MDB foi com a eleição e a reeleição do prefeito de Salvador. o que não passa por apoio ao eventual candidato indicado por Neto em 2020. 
“O MDB, como todos os partidos a nível nacional e local, está fazendo uma reestruturação e por ela passa a descoberta de novos quadros políticos e isso só acontece com a disputa de eleições e nós seguiremos orientação da executiva nacional de lançar o maior número de candidaturas nos municípios”, explicou. 
“Sem contar que a última experiencia de se indicar um candidato que não tenha sido discutido pela base, mas uma candidatura imposta por um partido só, não foi bem-sucedida”, pontuou, referindo-se à candidatura do democrata José Ronaldo ao governo da Bahia. O MDB foi de encontro à orientação da base e lançou o nome de João Santana para a disputa. 
“Então se ele [Neto] tiver interesse em construir candidatura forte, que justifique que outros partidos abram mão das suas, que não se trabalhe com um nome só e o indique antes do processo de discussão, pois esse movimento só queimaria esse candidato”, alfinetou.  
Três alternativas do PRB - O PRB também confirma avaliar essa possibilidade. “Acabamos de sair de uma eleição e estamos vivendo ainda uma ressaca eleitoral muito difícil, muito dura para todos os partidos. Algumas pessoas renomadas, medalhões, inclusive, ficaram de fora e com base nisso, estamos analisando friamente esse resultado”, disse o parlamentar, ex-presidente do partido, sem deixar de elencar que o crescimento da legenda na próxima eleição, da bancada de vereadores, terá impacto muito grande na eleição de 2022.
Nomes como o do próprio Marinho, do deputado federal eleito João Roma e da deputada federal Tia Eron, que não obteve sucesso nas urnas, seriam alternativas, conforme citou o republicano.
Marinho já foi postulante a vice-prefeito de Salvador na chapa encabeçada por ACM Neto em 2008. Em 2012, foi candidato ao Palácio Thomé de Souza, mas ficou em quarto lugar.
“Estamos atentos às movimentações. Evidentemente, que nós vamos conversar com o prefeito, que já demonstra o desejo de fazer o vice-prefeito Bruno Reis seu sucessor. Acho natural que ele defenda um candidato do seu partido e se o projeto for bom para a cidade não iremos nos furtar, mas essa questão precisa ser debatida de forma mais ampla internamente”, afirmou.
Marinho, entretanto, não deixou de citar que o PRB foi a sigla que mais cresceu percentualmente nas últimas eleições e que a aliança em 2020 será um novo momento.
“Ganhamos mais tempo de televisão e rádio, ampliamos nossa bancada nacional e certamente esses fatores terão impacto muito grande em 2020”. Mais além, o deputado concluiu que: “Fizemos aliança em 2016 e estamos nessa aliança, mas a eleição de 2020 é uma nova eleição, um novo momento”. 
Nesse rol, estaria ainda o PSDB, aliado de primeira hora do gestor soteropolitano. O presidente do ninho tucano, deputado federal João Gualberto também já defendeu esse desejo publicamente.

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