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Não sou presidente nem tesoureiro do MDB, diz Lúcio após cobrança de candidato

[Não sou presidente nem tesoureiro do MDB, diz Lúcio após cobrança de candidato]
05 de Setembro de 2018 às 10:16 Por: Vagner Souza / BNews Por: Redação BNews00comentários
O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) rebateu as acusações feitas por um candidato à Câmara Federal de que estaria segurando dinheiro do fundo partidário. Em entrevista ao jornal Tribunal da Bahia, Ruy Lima disse que o parlamentar não quer repassar os recursos para os candidatos do partido ao Legislativo federal.
"Não é possível que a gente esteja candidato a deputado federal e não receba um real do partido, com recursos públicos de mais de R$ 243 milhões que o MDB recebeu", disse o candidato. "Não vou esperar mais. Estou sendo prejudicado pelo partido. Tenho muita gente no interior sem poder fazer o trabalho [de campanha]. Nem dinheiro para a gasolina eu tenho. Tenho 10 carros rodando para fazer campanha e não tenho como segurar mais. Estou pagando com meus próprios recursos. É lei repassar os recursos para os candidatos", bradou Ruy, que emendou: "Ele diz que não vai repassar o dinheiro, que vai repassar apenas R$ 5 mil ou R$ 10 mil. Ele é maluco? Ele é doido? Está segurando o dinheiro do recurso que é da gente. O recurso eleitoral é para todos os candidatos. [...] Ele é uma pessoa que nem atende, é uma pessoa que trata mal as outras pessoas. É um canalha, mesmo. Não tenho mais paciência. Ninguém tem mais paciência".
Ao BNews, Lúcio Vieira lima rebateu as críticas. "Não sou presidente nem tesoureiro do partido. Quando se aprovou o fundo partidário, dizia que era muito dinheiro. Nada. Nesta eleição, está se vendo que o fundo é totalmente insuficiente para campanha. O fundo [do MDB] da Bahia quem determina é o nacional. Eu, Lúcio Vieira Lima, só recebi a cota que o nacional estabeleceu para os deputados com mandatos", explica.
"O dinheiro que veio para a estadual é proporcional a uma divisa que o partido faz para todo o Brasil. O fundo que veio tem que pagar gráfica, programa de TV, despesa da chapa majoritária. Se o candidato está gravando e já aparece na TV, significa que ele já teve acesso ao fundo partidário, já recebeu material gráfico. O problema é que se criou uma imagem de fundo partidário como se fosse um fundo sem fundo. Todo mundo imagina que, sendo candidato, iria ter recurso à vontade", observa Lúcio.
Segundo parlamentar emedebista, a aplicação dos recursos do partido na Bahia tem como prioridade a chapa majoritária, encabeçada pelo candidato João Santana. "A legislação é clara, todos os partidos mandaram antes para o TSE os critérios de distribuição do fundo. Deputado estadual não tem fundo, veja nas outras coligações como está o acesso. É muito fácil reclamar, está todo mundo em dificuldade nesta campanha", afirma. 
"Eu não distribuo nada, estou tocando a minha campanha", rebateu o parlamentar, que também negou estar fechado para conversar ou receber os colegas de partido. "Eu recebo todo mundo, mas não sou confessionário para ficar resolvendo todo mundo. Tem coisa que precisa de bom senso, mas desejo boa sorte a Ruy Lima e a todos candidatos", disse.

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