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Em 25 anos, apenas a Record cresceu em audiência na TV aberta

Revitalizada após ser comprada por Edir Macedo em 1989 e alvo de investimentos pesados da Igreja Universal a partir de 1993, a Record superou a crise financeira que quase a levou à falência e nadou contra a corrente do mercado: nos últimos 25 anos, ela foi a única emissora de TV aberta a crescer em audiência. Só na Grande São Paulo, o alcance de domicílios por minuto saltou de 59.685 para 491.176, um índice sete vezes maior. A emissora completa 65 anos no próximo dia 27. No início da década de 1990, a Record estava empatada em quinto lugar com a Manchete na média-dia (das 7h à meia-noite), com 1,5 ponto. Em 2018, até 21 de agosto, a média era de 6,9 pontos, com a terceira posição no ranking das emissoras, apenas dois décimos atrás do vice-colocado, o SBT. Enquanto isso, Globo, SBT, Band, Manchete/RedeTV! e Cultura caíram. A líder foi a mais afetada: em 1993, tinha média-dia de 23,5 pontos; agora, são 16,8 pontos, uma queda de 28% em 25 anos. O SBT perdeu 0,9 ponto, enquanto a Band caiu 0,7. Para a Record crescer, foi necessário abrir os cofres: em 1995, a emissora transferiu sua sede para a Barra Funda, onde está até hoje. Depois, investiu na contratação de nomes fortes e apresentadores com apelo popular, como Ratinho ((um fenômeno na CNT/Gazeta) e Raul Gil. Em 1998, a média-dia da Record já estava em 4,6 pontos. Na sequência, vieram Eliana (que consolidou o público infantil construído no SBT na nova casa, no embalo do sucesso da animação japonesa Pokémon) e Milton Neves, que fez tanto sucesso no canal que chegou a comandar quatro programas ao mesmo tempo e até dormia no próprio emprego. A emissora também passou a investir novamente em telenovelas, após um hiato de 20 anos longe do gênero, e emplacou sucessos como A Escrava Isaura (2004), Vidas Opostas (2006), a trilogia Os Mutantes (2007-2009) e Poder Paralelo (2010). Fenômenos recentes também ajudaram a Record a crescer na média de audiência. Caso da novela Os Dez Mandamentos (2015), que abriu sete pontos de vantagem sobre a Globo no capítulo de abertura do Mar Vermelho, e do policial Balanço Geral, que já transformou o Vídeo Show em freguês das fofocas de A Hora da Venenosa, quadro comandado por Fabíola Reipert. (Daniel Castro)

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