Breaking News
recent

Câmara do Rio rejeita impeachment de Marcelo Crivella

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro negou nesta quinta-feira, 12, por 29 votos a 16, a admissibilidade do impeachment contra o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, (PRB) por crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Havia dois pedidos contra Crivella, um protocolado pelo vereador Átila Nunes (MDB) e outro pelo diretório municipal do PSOL, ambos rejeitados. Conforme parecer do procurador-geral da Câmara Municipal do Rio, José Luís Galamba Baumfeld, o processo de impeachment seria iniciado caso reunisse votos favoráveis de mais da metade dos vereadores presentes à sessão, isto é, maioria simples. Com a decisão dos vereadores, as ações serão arquivadas. As ações pediam que o prefeito deixasse o cargo depois de ser flagrado pelo jornal O Globo, em uma reunião com 250 pessoas no Palácio da Cidade, em Botafogo, oferecendo auxílio em cirurgias de catarata, varizes e vasectomia a fiéis e assistência a pastores que tivessem problemas com a cobrança de IPTU em seus templos.
A reunião aconteceu fora da agenda oficial do prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal e sobrinho de Edir Macedo, fundador da igreja. “Igreja não pode pagar IPTU, nem em caso de salão alugado. Mas, se você não falar com o doutor Milton, esse processo pode demorar e demorar. Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para esses processos andarem. Temos que dar um fim nisso”, disse Crivella no encontro, em conversa divulgada pelo jornal. A gestão de Marcelo Crivella alega que o encontro teve como objetivo prestar contas e divulgar serviços, como mutirão de cirurgias de catarata e varizes, e que não há qualquer irregularidade na ação do prefeito em indicar uma assessora para orientar a população. Com a rejeição do pedido de impeachment, Marcelo Crivella ainda poderá enfrentar denúncia na ação civil pública ajuizada nesta quarta-feira pelo Ministério Público Estadual por violar o princípio do Estado laico na administração municipal e privilegiar apenas um segmento religioso em diversos atos. Se condenado, o prefeito pode perder o cargo e pagar multa equivalente a 500.000 reais. (Veja)

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.