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Brasil não liga para ameaça de Trump, 'trai' Conmebol e vota em Marrocos como sede da Copa 2026

O troféu da Copa do Mundo durante Congresso da Fifa, em Moscou © Getty Images O troféu da Copa do Mundo durante Congresso da Fifa, em Moscou
Pouco depois dos presentes no 68º Congresso da Fifa definirem que Estados Unidos, Canadá e México serão as sedes da Copa do Mundo de 2026, batendo Marrocos na votação, a entidade suíça divulgou, pela primeira vez na história, a lista de como cada federação votou no pleito.
Entre as 203 nações que podiam participar, surpreendeu muito o fato do Brasil ter apoiado a candidatura de Marrocos, ao contrário do que havia sido pedido pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).
Previamente ao Congresso, todas as nações sul-americanas filiadas à entidade haviam combinado voto na candidatura tripla, mas os brasileiros furaram.
O voto do Brasil também mostra que não há intenção de fazer política de boa vizinhança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em abril deste ano, Trump publicou uma mensagem em seu Twitter fazendo ameaças a aliados que votasssem contra a candidatura dos países norte-americanos ao Mundial de 2026.
"Seria uma pena se países que sempre apoiamos fizessem agora lobby contra os EUA. Por qual motivo deveríamos apoiar esses países quando eles não nos apoiam (incluindo nas Nações Unidas)?”, postou.
Depois, ele até foi repreendido pela Fifa devido ao comentário.
A única federação que não tinha representante para votar foi a de Gana, que foi dissolvida na última semana após o estouro de um escândalo de corrupção e compra de resultados envolvendo árbitros e dirigentes das mais diversas categorias.
Já locais como Guam, Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas, que pertencem aos Estados Unidos mas possuem federações próprias e ligadas à Concacaf, não puderam participar da votação.
Estados Unidos, Canadá, México e Marrocos, por sua vez, não tiveram direito a participar do pleito, já que eram os representantes de cada proposta.
O Irã foi o único que votou em "nenhuma das alternativas", e Cuba, Espanha e Eslovênia se abstiveram.

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