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Dia D contra a gripe terá vacinação em 9 shoppings de Salvador neste sábado

Quem tiver deixado para comprar o presente do Dia das Mães na última hora, neste sábado (12), terá também a oportunidade, de quebra, de dar uma preocupação a menos para ela. Nove shoppings de Salvador, além de 20 supermercados, e cinco estações de transporte estão com postos de imunização gratuitos no Dia D da campanha nacional de vacinação contra a influenza. Ao todo, serão instalados mais de 150 pontos de imunização pela cidade, incluindo os próprios postos de saúde. O objetivo da estratégia é, principalmente, ampliar o acesso da vacina à população já que Salvador está com a cobertura abaixo da expectativa (33,8%). Neste ano, 61 casos de H1N1 já foram confirmados, com 10 óbitos na capital, sendo o último de uma criança de apenas 2 anos moradora do bairro Horto Florestal. Outras cinco pessoas morreram na Região Metropolitana e cidades do interior.
Durante toda a semana a imunização está disponível nos 126 postos de saúde da capital, que funcionam de segunda a sexta-feira (exceto feriado), das 8h às 17h. 
“Já estamos avançando para a 4ª semana da campanha com apenas 33,8% de cobertura do público alvo, o que é preocupante”, pontua a subcoordenadora de Imunização do município, Doiane Lemos, em nota divulgada pela Prefeitura.
Iniciada no dia 23 de abril, a estimativa é imunizar 90% das 541.451 pessoas elegíveis para receberem o imunobiológico, conforme recomendação do Ministério da Saúde. No entanto, até o momento, apenas 205.023 doses foram aplicadas, ou seja, abaixo da expectativa. 
Dos grupos prioritários, as crianças continuam liderando o ranking da menor cobertura (22,9%), apesar de ser um dos grupos mais vulneráveis a complicações. A taxa de cobertura dos demais grupos também continua baixa como gestantes (33,2%), trabalhadores da saúde (37,9%), idosos (39,4%) e puérperas (57,7%). Dos 20.570 professores da rede pública e privada elegíveis para tomarem a vacina, apenas 25% procuraram os postos. 
Deverão procurar as unidades de saúde idosos (a partir de 60 anos), crianças (de 6 meses a menores de 5 anos: 4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres que ganharam bebê nos últimos 45 dias), trabalhadores de saúde do serviço público e privado, professores e portadores de doenças crônicas.
“Todas as estratégias estão sendo adotadas pela Secretaria Municipal da Saúde no sentido de elevar os números, mas, contamos também com essa sensibilização por parte da população, já que a preocupação maior não é apenas no alcance de um número, e sim, de proteger vidas. É importante não deixar para a última hora, já que o imuno leva de 7 a 10 dias para fazer efeito no organismo”, finalizou Doiane Lemos.
Como todos os anos, o imunobiológico disponibilizado para população é trivalente, que protege contra os sorotipos H1N1, H3N2 e Influenza B.
Vacina para todos
Robson Reis, infectologista e professor da Escola Baiana de Medicina, afirma que todos podem e devem tomar a vacina contra a gripe. "É uma vacina extremamente segura, com vírus inativado. Não corre nenhum risco de desenvolver a doença pela vacina. Todos podem se vacinar, inclusive as pessoas que possuem imunidade baixa", explica o especialista, em conversa com o CORREIO.
Além da vacinação, Reis explica que existem outras formas de se proteger contra os diferentes tipos da influenza. "Manter o sistema imunológico bem preparado dormindo bem, comendo bem, fazendo atividade física...Além de ter hábitos como utilizar sempre álcool gel, lavar as mãos constantemente, evitar levar a mão à boca ou nariz e preferir estar em ambientes arejados", aconselha o infectologista.
Entenda cada vírus
  • H1N1 - Os sintomas incluem febre alta, tosse e dor de garganta, de cabeça e no corpo, além de diarreia e náuseas. Pode durar de 10 a 20 dias, a depender do paciente. É o mesmo vírus que provocou a pandemia de 2009, que matou mais de duas mil pessoas no Brasil. Deve ser tratada com antivirais. 
  • H3N2 - No início, os sintomas são os mesmos que os da H1N1 - assim, não dá para diferenciá-las de imediato, exceto por exames em laboratório. A diferença é que ela é mais associada à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e, por isso, tem índices de mortalidade mais altos. Deve ser tratada com antivirais. 
  • Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - Conhecida também como SARS (na sigla em inglês), é uma pneumonia atípica grave que surgiu na China, em 2002, e se espalhou por aquele país em proporções assustadoras. Pode ser causada por qualquer doença que atinge o pulmão. Os principais sintomas são a falta de ar, a dor torácica e até mesmo perda de consciência. Só pode ser diagnosticada por um médico na unidade de emergência e requere internamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), respiração por aparelhos e uso de medicamentos antivirais. 
  • Resfriado - As ‘gripes comuns’, na verdade, são resfriados. Eles não são causados por vírus do tipo Influenza, mas por rinovírus. Também provocam coriza, lacrimejamento e febre baixa. É passageiro e demora entre dois a três dias para se curar naturalmente. 

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