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Defesa Civil notifica pelo menos 409 casarões com risco de desabamento em Salvador

A Defesa Civil instalou um grupo de trabalho voltado para ampliar as atividades do Projeto Casarões, ação desenvolvida no Centro Histórico que já realizou a vistoria de 437 imóveis. Dos casarões avaliados, o órgão já constatou que pelo menos 143 apresentam risco muito alto de desabamento. Outros 123 tem “risco alto”, 65 com “risco médio”, 78 “risco baixo” e 28 não apresenta risco desabar. Os diagnósticos e demandas por obras serão encaminhados para os proprietários. Caso o imóvel seja tombado, as obras solicitadas pelos técnicos vão para o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) ou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que cuidam do patrimônio histórico.“Representantes das secretarias de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), Fazenda (Sefaz) e Fundação Mario Leal Ferreira (FMLF) já formalizaram as diretrizes para essa nova etapa de inspeções técnicas preventivas de imóveis públicos e particulares da capital”, explica o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo. Segundo a coordenadora de Ações de Prevenção e Redução de Riscos do órgão, Gabriela Morais, essas vistorias permitem uma visão detalhada das condições do imóvel que são, posteriormente, georreferenciados por meio do software Q-Gis. “A partir do levantamento, é possível ter acesso imediato aos dados construtivos do imóvel, condições da construção, se há risco de desabamento no local, se sofreram danos por problemas relacionadas à chuva ou estruturais”, afirma. A capital baiana possui uma lei municipal que obriga a manutenção de prédios e casarões pelos proprietários, mesmo os abandonados. Promulgada em 2001, a Lei de Manutenção Predial obriga proprietários a realizar reformas reparativas em edificações de 5 em 5 anos. A lei, porém, não tem uma fiscalização regular na cidade.

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