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Neto decide candidatura entre 5 e 6 de abril, por Raul Monteiro*


Prefeito ACM Neto (DEM)
Como esta coluna já havia assinalado mais de uma vez, não será antes do prazo final de desincompatibilização que o eleitorado saberá se o prefeito ACM Neto (DEM) é candidato ou não ao governo da Bahia. Quem quiser arriscar, pode trabalhar com 5 ou 6 de abril, um dia antes da data fatal. Qualquer prognóstico antes disso é meramente especulativo. Na verdade, nem a família nem os amigos e mesmo os correligionários mais íntimos têm qualquer pista concreta sobre se ACM Neto vai renunciar à Prefeitura para disputar o governo.
Satisfeito no comando da Prefeitura, com vontade de ser candidato à sucessão estadual, mas sem paixão para se lançar na disputa contra o governador Rui Costa (PT), o prefeito estabeleceu um sem número de condições para cair na campanha como protagonista das forças oposicionistas. As exigências, algumas consideradas elevadas, partem do pressuposto de que, qualquer que seja o resultado, mas especialmente se ele for negativo, quem arcará com todas as consequências, ou pelo menos as mais penosas da derrota, será ele, no que está coberto de razão.
Se forem atendidas, no entanto, o prefeito não terá condições de recuar e desistir da candidatura. É por este motivo que se estabeleceu um clima de quase gincana no grupo de ACM Neto, especialmente entre aqueles que trabalham abertamente por sua candidatura, grupo em que se incluem especialmente os candidatos a deputado, provavelmente os maiores beneficiários de uma chapa majoritária sob a sua liderança. São eles alguns dos aliados mais operosos na tarefa de tentar cumprir as tarefas que lhes foram passadas pelo prefeito.
O compromisso de Neto em concorrer, portanto, se encerra no afunilamento entre a data limite para anunciar se disputa e o resultado positivo das missões que entregou ao grupo de colaboradores mais próximos. Se não houver compatibilização entre o tempo e as condições que imagina adequadas para assumir a candidatura, vai comunicar a todos por meio de um vídeo que distribuirá nas redes sociais a desistência, justificando sua decisão e anunciando os próximos passos, que se concentrarão em ajudar na montagem da chapa que deverá enfrentar a do governador.
Mesmo que não saia candidato, o prefeito se acha na obrigação de colaborar nesta etapa do processo, que sofrerá o mesmo que uma grande reviravolta, arrasando antes do combate, sob motivos diversos, grande parte das forças oposicionistas e elevando em muito o favoritismo de um governador bem avaliado pela população do Estado, distanciado do ponto de vista imagético de seu problemático partido e identificado com o desejado perfil de gestor eficiente, austero e probo. Agora, se Neto for candidato, o dia, promete o prefeito aos correligionários, será de festa.
* Artigo do editor Raul Monteiro publicado originalmente pela Tribuna.

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