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Lula encerra passagem pelo RS e diz não ter medo de protesto


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fechou sua caravana pelo Rio Grande do Sul na noite de 6ª feira (23.mar). Em seu último discurso, em São Leopoldo, disse que, se for candidato, será eleito presidente da República no 1º turno.
Lula estava acompanhado da ex-presidente Dilma Rousseff e da pré-candidata à Presidência pelo PC do B, Manuela D’Ávila. Também disse aos presentes que não teme as manifestações dos oposicionistas e que os militantes do PT não devem ser violentos. “Eu digo isso pra vocês não ficarem com ódio. A gente não pode fazer o jogo que eles estão fazendo. A gente não vai ser ignorante”, afirmou.


O petista passou 5 dias em caravana pelo Rio Grande do Sul. Houve protestos por onde o ex-presidente passou. Em Bagé, 1ª parada do grupo, dezenas de tratores, caminhões, cavalos e o famoso “pixuleco”, boneco de Lula vestido de presidiário atrás das grades, tentaram impedir a chegada à Unipampa (Universidade Federal do Pampa).

Críticas ao governo Temer

Lula discursou por cerca de 30 minutos. Disse que escolheu 1 trajeto da caravana que passasse por São Borja (RS), terra natal de Getúlio Vargas e João Goulart, para homenagear os ex-presidentes.
“É por isso que escolhemos passar em São Borja. Pra gente passar no túmulo deles e poder mostrar que depois de tanta história que esses homens construíram, 1 golpista consegue, com 1 bando de fascista da direita do Congresso Nacional, rasgar todas as conquistas que a classe trabalhadora acumulou em 60 anos”, disse.
O ex-presidente falou novamente sobre Michel Temer ao coloca-lo como adversário na disputa de 2018. “Indiquem quem quiserem e vão para a disputa”, disse, citando também o tucano Geraldo Alckmin e o deputado Jair Bolsonaro como adversários políticos.

Protestos no Sul

Lula estava em caravana que percorreu 10 cidades do Rio Grande do Sul. Ainda cumprirá agenda em Santa Catarina e no Paraná.
O ex-presidente cancelou 1 dos atos públicos que faria na 6ª feira (23.mar) em Passo Fundo. Manifestantes contrários a Lula fecharam a entrada da cidade com correntes, chicote, pedaços de ferro e ovos. Pneus foram queimados na entrada da rodovia. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, criticou o governo do Estado por não oferecer a segurança necessária para o evento.
Na 2ª feira (19.mar), quando iniciou a caravana em Bagé (RS), ruralistas e comerciantes tentaram impedir o acesso de Lula à Unipampa (Universidade Federal do Pampa), destino da caravana.
Na 3ª feira (20.mar), a presidente do PT pediu providências às autoridades federais para garantir a segurança de Lula durante a caravana.
A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul criticou as declarações de Lula e se manifestou contra a sua caravana. Afirmou que se trata de “antecipação do debate eleitoral”.

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