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Cacá Leão afirma que PP tem compromisso com Rodrigo Maia, mas garante que isto não mexe no jogo na Bahia


Cacá Leão (PP) se tornou deputado federal pelo estado da Bahia, em 2015. É atual vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados. Filho do vice-governador e secretário de Planejamento da Bahia, João Leão, Cacá já foi deputado estadual, candidato à prefeitura de Lauro de Freitas e Diretor de Habitação da prefeitura de Salvador, na gestão João Henrique. 
Cacá foi considerado um dos aliados do deputado cassado Eduardo Cunha e, como membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, votou de modo contrário ao prosseguimento do processo contra ele.  O depurado se absteve na votação da admissibilidade do processo de Impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, contrariando determinação do PP que indicou que seus integrantes deveriam votar de modo favorável à sequência do andamento do processo. Apesar disso, o nome do deputado baiano chegou a ser cotado para assumir o Ministério da Integração Nacional no governo interino de Michel Temer, como moeda de troca do partido por ele ter aberto mão de disputar a liderança do PP na Câmara. No entanto, esta ida para o ministério não ocorreu.
Em abril de 2017 votou a favor da Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou a favor do presidente Michel Temer, no processo em que se pedia abertura de investigação, e que poderia afastá-lo da presidência da república. O voto do deputado ajudou a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal. 
Neste bate papo com a reportagem do BNews, Cacá Leão fala sobre o pleito para governador da Bahia, a possível candidatura do seu pai, João Leão, ao senado, o recente namoro político com ACM Neto, a situação política do PP com a saída de alguns deputados do quadro, a eleição presidencial e mais. Confira!
Bnews: Hoje o cenário se desenha para que o PP permaneça na coligação com Rui Costa tendo Leão como vice, no entanto, hoje o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, deu uma declaração de que é proibido qualquer diretório estadual de fechar e firmar uma coligação, nesse momento, sobre pena que seja revogada essa decisão. Como o PP viu isso e como a situação está na política baiana?
Eu vejo primeiro uma decisão acertada do presidente Ciro Nogueira, acho que ele a política tem o seu time e o tempo de você fechar qualquer tipo de coligação ou participação em chapa ou qualquer outra condição não é agora,  é nas convenções estaduais que podem acontecer até 15 de agosto, então a gente tem  ainda muito tempo pela frente pra poder se caminhar e se decidir qualquer tipo de situação.
A gente tem hoje o vice-governador, colocado, que tem direito de pleitear a sua recondução, muitos falam que ele pode também ocupar uma das duas vagas ao senado, mas acho também que ainda é muito cedo para ele tomar alguma decisão. Então acho que está certíssimo o presidente Ciro Nogueira, qualquer decisão que se tome agora, ainda tem uma janela partidária, tem alguns caminhos e algum rito da política. O time ainda não é de se fechar ou afirmar alguma posição.
Por outro lado, o tempo da política também exige organização tática, já que a campanha vai ser feita em um período mais curto. Nesse sentido não seria interessante já consolidar a parceria?
Acho que não. Acho que essa campanha, ainda mais a campanha mais curta, do jeito que ela já foi na última eleição e que ela já é agora é muito mais um julgamento do que qualquer outro tipo de condução. Acho que a gente vai ter oportunidade em outubro de ser julgado pelos últimos quatro anos e ao longo da nossa história e aí vai ter também a oportunidade. Vai ter projeto novo de se colocar a frente dessa situação, então não acho, acho que o tempo não atrapalha essa condução, acho que é muito mais o caminhar, é muito mais até o tempo da política e tudo tem seu tempo.
Ao que se refere ao partido, estrutura partidária, os deputados federais a partir das novas leis, do novo regramento criado e votado aqui na própria câmara dos deputados ganhou um pouco mais de importância. Nesse sentido você tem a perda de dois candidatos que tão migrando para o PR que é o Ronaldo Carleto e o Roberto Brito, a bancada de quatro se torna de dois, qual a estratégia do PP para manter quatro cadeiras a partir de 2019?
Primeiro ainda não fomos comunicados da saída do deputado Ronaldo Carleto e nem do Roberto Brito. Já tive algumas conversas com ambos e o Carleto me disse que estava estudando a possibilidade, pretende disputar uma das vagas no senado federal e entende que hoje no PP essa vaga seria do vice-governador João Leão, e o Roberto Brito todas as conversas que eu tive com ele, ele sempre confirmou que a tendência dele é permanecer no partido, mas que deve disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia, isso faz com que pra início a gente tenha a condição de repor uma vaga até que se confirme a saída do deputado Carleto.
Eu tenho feito conversas com os colegas parlamentares que não estão satisfeitos com a sua legenda, nós temos feitos algumas conversas com alguns deputados estaduais que são pré-candidatos a deputado federal, e também nós temos feitos algumas conversas, discussões, com lideranças nossas, prefeitos e ex-prefeitos que pleiteiam e tem esse desejo, como por exemplo o ex-prefeito de Ilhéus Jabes Ribeiro, o candidato a prefeito de ilhéus,  Cacá Colchões ,eles também se colocam como possibilidade para disputar uma cadeira aqui na câmara dos deputados, fazendo esse exercício interno e externo na conversa com alguns colegas.
Durante algum tempo se falou de um namoro bem aquecido com ACM Neto (DEM) e dentro disso existia também a possibilidade do deputado Elmar Nascimento (DEM) ir numa composição, dentro de uma lógica do partido ir pro campo político do prefeito ACM Neto, isso acabou de fato?
Olha, o deputado Elmar Nascimento é um grande quadro, que engrandece a qualquer partido então o tapete vermelho pelo menos por parte da nossa Bahia para ele está de portas abertas, mas eu acho que quem vier pro partido tem que vir com a condição e com o propósito de discutir internamente o posicionamento do partido, não é a posição individual do deputado Cacá Leão que vai prevalecer ou do vice-governador João Leão. O que vai prevalecer é o todo do nosso partido que vai decidir o posicionamento que o Progressistas vai ter no pleito de 2018, até porque isso ainda está cedo para acontecer.
O partido Progressista é favorável a uma pauta progressista onde se discuta aborto, políticas de combate e de convivência com as drogas...Como é que o partido se posiciona com relação a essa agenda?
A gente é um partido com uma diversidade muito grande. Então todos os temas em qualquer votação, é sempre discutida dentro da bancada e sempre se tira uma posição da maioria. Nesse caso somos bastante flexível e sempre nos levamos pela posição da maioria. Eu, particularmente, sou a favor dessa discussão, a favor da legalização da maconha, a favor que se aborde sim esses temas durante o mandato legislativo.
O senhor é a favor de uma eleição para o governo com o prefeito ACM Neto (DEM), ele não ser candidato é melhor ou, para o PP, indefere?
Eu não tenho competência suficiente para escalar o time de ninguém. Eu estou buscando aqui a condição de escalar o time do meu partido. Para que a gente tenha uma chapa forte, com candidatos a deputado estadual, com candidato a deputado federal, pra depois a gente discutir essa questão, inclusive no nosso campo político, é inoportuno e acho que seria infeliz da minha parte comentar uma decisão do prefeito ACM Neto ser ou não candidato.
Uma eleição à presidência sem Lula aumenta a possibilidade de coligações e de parcerias do PP no plano nacional?

Aumenta, acho que o PP hoje  tem um compromisso em colocar junto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é do Democratas, inclusive, mas isso não interfere em nada as relações, já foi colocado isso pelo nosso presidente Ciro Nogueira, ele também tem uma relação igual a nossa no estado da Bahia, mas o PP hoje caminha para uma aliança nacional caso se consolide a candidatura à presidência do Rodrigo Maia ,mas acho que cada estado tem a sua peculiaridade, cada estado tem a sua identidade e acho que isso é que vai prevalecer no momento da convenção nacional.

O conselheiro afastado pelo Tribunal de Contas, conselheiro Mario Negromonte, virou réu, isso interfere no partido na Bahia?
Não, o conselheiro é um grande amigo é uma pessoa que tem o carinho de todos, foi presidente do nosso partido, é pai de um deputado e amigo querido, o deputado Mario Negromonte Júnior, eu particularmente torço para que ele consiga se livrar de todas essas denúncias. Esse é o momento inclusive, que ele vai ter de apresentar sua defesa, porque até a discussão de apresentar a denúncia ou não, isso é muito mais julgado pela própria mídia do que pela justiça de fato, essa é a oportunidade que ele vai ter de apresentar suas provas e defesa. Eu acredito que ele é inocente e espero que ele consiga provar.
 

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