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Base de Rui sabe onde ‘calo aperta’ e vai investir em Araújo para manter PR na base


Base de Rui sabe onde ‘calo aperta’ e vai investir em Araújo para manter PR na base
Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias
Depois de idas e vindas, o PR chega à reta final da janela partidária como uma das incógnitas do processo eleitoral baiano. Na base do governador Rui Costa (PT) desde a eleição em 2014, o PR sempre foi o “filho rebelde”. Primeiro pela falta de entendimento entre José Rocha e João Carlos Bacelar sobre a presidência da legenda quando Rui arrumava a primeira versão do secretariado. Depois com a exigência recorrente por mais espaço no primeiro e segundo escalão estadual – intensificada pela chegada de José Carlos Araújo ao partido. Às vésperas do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) anunciar se é candidato ou não ao governo, o PR ensaia um relacionamento mais sério com a oposição. E, para aumentar seu dote, ampliou a gama de pedidos: além do controle da Secretaria de Turismo e da Bahiatursa, ainda desejaria mais espaço. Com tantos partidos orbitando Rui, arrumar esse espaço talvez seja a operação mais complexa a ser feita. Por isso, ao invés de oferecer mais ao PR, o governo deve investir no ponto mais sensível: a reeleição do deputado federal José Carlos Araújo, que comanda as negociações sobre eleições na Bahia com o aval do dirigente nacional da legenda, Valdemar da Costa Neto. Araújo, até então “afilhado político” do senador Otto Alencar, deixou o PSD de maneira traumática durante o mandato dele na presidência do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Sem o apoio do social-democrata, Araújo viu a reeleição em risco, especialmente com a candidatura de Otto Alencar Filho utilizando os antigos redutos eleitorais dele. Tanto que, nos bastidores, desde o início da novela envolvendo o PR, interlocutores do governo e da oposição consideram a transferência de votos para Araújo como o elo mais frágil na negociação para os rumos da legenda. Se o grupo de ACM Neto assegurou votos suficientes para reelegê-lo, o deputado federal tende a migrar para a oposição. Entretanto, por mais que a proposta seja sedutora, se vier do governo a oferta mais viável, por que criar mais um desgaste com lideranças políticas como Rui e Otto

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