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ARROCHA: A MÚSICA POPULAR BAIANA

Considerado por muitos herança da antiga e nostálgica seresta, o ritmo arrocha tornou-se referência da musica baiana chegando a postular o rótulo de tipo de música mais tocada nos limites do território baiano. É certo que o axé não pode cair no esquecimento, afinal foi o precursor da exibição dos talentos populares, da voz daqueles que vivem nas intermediações do cenário social abaixo da elite e abriu caminho para que outros ritmos surgissem e ganhassem repercussão nacional e até internacional.
No entanto, como já é fato comum no Brasil, ritmos populares são alvos de preconceitos e ideias deturpadas referentes ao seu objetivo e alcance que tais  músicas atingem.
O cantor da banda Kart Love, Lucas Kart, em entrevista ao Portal Bahia Notícias comentou sobre o atual momento do ritmo e deu sua visão a respeito do assunto.

Lucas Kart

Já foi. Tinha preconceito e não consigo entender o motivo. É música baiana, foi criado aqui em Candeias. Os caras faziam arrocha no teclado, no interior. É uma força que já tem um tempo. Hoje em dia, acabou totalmente o preconceito. É um ritmo das ruas, assim como o próprio pagode. Tá na veia. É cultural”
Lucas acredita que o preconceito, embora em pouca escala, considerando os tempos anteriores, está atrelado ao fato do ritmo ser de origem do interior. E como já é de conhecimento de boa parte dos leitores é difícil e penoso alguém ou algo conseguir sucesso nos grandes centros.



Por ser um ritmo interiorano, Lucas acredita que grande parte dos ouvintes do arrocha é, de fato, do interior.

“No interior, acho que 80% [das pessoas] ouvem arrocha nas ruas e carros. Todas as pessoas já sofreram por amor. E quem tem preconceito é porque não presta atenção na letra. Tem coisa mais romântica que Beatles? Só que as pessoas não percebem. Deveria ser o contrário. Temos que valorizar

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