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Lula decide esta semana se desiste de candidatura para evitar a prisão após julgamento do TRF-4 ou se foge do país



Quem tem acompanhado os noticiários sobre os bastidores da política nos últimos meses deve estar bastante familiarizado com o isolamento político do ex-presidente Lula e de seu partido, ocasionado pelos embaraços do petista com a Justiça.

Absolutamente nenhum dos partidos tradicionais aliados do PT ao longo da última década e meia sinalizou a possibilidade de compor qualquer aliança com o partido do ex-presidente visando as eleições majoritárias de 2018. Em outras palavras, nenhum dirigente de partido de esquerda quis fechar com Lula.

Os motivos são para lá de óbvios. Lula é um criminoso condenado que não tem qualquer chance de vencer a eleição, ainda que conseguisse sustentar sua candidatura judicialmente até a votação. Candidato ha quase 40 anos, sua primeira eleição foi em 1989, Lula é conhecido por 99,9% dos eleitores brasileiros. Apesar de números tão extraordinários, o petista está há mais de um ano batendo no teto das pesquisas eleitorais. 65% dos eleitores brasileiros ainda não se decidiram em quem votar nas próximas eleições e Lula tem apenas 30% de preferência entre os 35% de entrevistados que optaram por algum dos pré-candidatos. Isto significa que, mesmo sendo conhecido pela quase totalidade dos eleitores brasileiros, apenas pouco mais de 10% admitem a possibilidade de votar no petista.

Ciente de todos estes fatos, o próprio Lula agora está encorajando o PT a formar uma ampla aliança partidos de esquerda que se recusavam a apostar suas fichas em um criminoso condenado prestes a se tornar inelegível.

Mas ao que tudo indica, o choque de realidade fez com que Lula reavaliasse suas opções com a aproximação da fatídica quarta-feira (24), data do julgamento do recurso do petista no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Diante da possibilidade concreta de ter sua condenação confirmada, Lula já deu carta branca para que o PT busque alianças com o PC do B, PDT, PSOL e até PSB, naquilo que seria uma "trégua eleitoral" visando o lançamento de um outro candidato em seu lugar.

A agenda do desespero é apenas um prenúncio de decisões a serem tomadas imediatamente após a conclusão do julgamento no TRF-4, prevista para sair no mesmo dia, por volta das 15 horas. O próprio Lula deve se reunir primeiro com dirigentes petistas e em seguida discutir com dirigentes de outras legendas os termos para uma saída para as esquerdas.

Entre as opções aventadas por membros do PT, segundo fontes, há três hipóteses após eventual condenação: a manutenção da candidatura de Lula, a busca de um plano B e a possibilidade de busca de exílio no exterior. Lula já confirmou à imprensa alemã que, caso seja condenado, fará a viagem para a Etiópia, país que não possui tratado de extradição com o Brasil.

A definição da estratégia dependerá da decisão do TRF-4 e da reação popular. Segundo dirigentes, não seria uma boa ideia insistir em desafiar a Justiça impondo uma candidatura na condição de condenado em segunda instância. Este tipo de postura poderá precipitar a decretação da prisão do petista. Lula vai considerar as possibilidades ainda esta semana. As opções são: continuar desafiando a Justiça e tentar judicializar a campanha, desistir de concorrer e posar de 'Lulinha paz e amor" articulador da união da esquerda brasileira ou simplesmente fugir para a Etiópia e esperar a poeira baixar, enquanto apela em instâncias superiores.

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