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Eleições 2018: torcida é para que cenário apocalíptico fique apenas como ameaça


por Fernando Duarte
Eleições 2018: torcida é para que cenário apocalíptico fique apenas como ameaça
Foto: Reprodução/ EBC
Prestes a retornar ao cenário político, o senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido) mostra-se otimista com relação ao pleito de 2018. Para ele, com o contexto de crise política se arrastando há pelo menos três anos, a sociedade deve se envolver no processo. Gostaria de compartilhar do mesmo otimismo dele. Mesmo que haja maturidade suficiente para um pleito sem a já tradicional dualidade PT x PSDB, as eleições de 2018 têm um prognóstico muito ruim para quem acompanha o dia-a-dia dos atores políticos, especialmente no plano nacional. São inúmeros exemplos que assustam. Desde a boa pontuação de Jair Bolsonaro (PSC) nas pesquisas eleitorais, sob o discurso de “moral ilibada” e uso questionável do auxílio-moradia para “comer gente”, ao retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à corrida presidencial. De Lula, a população brasileira se acostumou com a verborragia e o uso de discursos pitorescos para obter a empatia. O que preocupa no caso do petismo são posicionamentos como o da presidente do PT, Gleisi Hoffman, que sugeriu que “para prender Lula, vai ter que matar muita gente”. Se essa incitação não for alarmante, mesmo que tenha sido uma figura de linguagem, é preciso rever os conceitos de acirramento de ânimos antes de continuar vivendo. Para além de Bolsonaro e Lula, ainda há espaço para as intempéries do humor de Ciro Gomes, cujo discurso consegue empolgar e amedrontar a depender do momento. Sem falar no suposto bom-mocismo de Marina Silva ou um Geraldo Alckmin eivado de citações em escândalos de corrupção, mas até o momento incólume aos olhos do Judiciário. Para a sorte dos baianos, por mais que haja uma promessa de disputa ferrenha entre os grupos de Rui Costa e ACM Neto para o governo do estado, não há perspectivas de ameaças à democracia como os casos de Bolsonaro ou de Gleisi. Pinheiro afirmou, em conversa com o Bahia Notícias, que “não é possível ter crise abaixo desse fundo do poço”. É uma boa linha para torcer, mas os políticos nunca cansam de surpreender. Este texto integra o comentário desta quinta-feira (18) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.

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