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Existe idade para que a criança descubra a verdade sobre o Papai Noel?

Até que ponto a fantasia deve existir na infância? - Pixabay Até que ponto a fantasia deve existir na infância? - Pixabay

Não me lembro ao certo quando deixei de acreditar em Papai Noel, mas me recordo perfeitamente das noites de Natal, quando ficava ansiosa para saber o que ele traria de presente. A descoberta foi natural – é claro que contou com a ajuda do meu irmão, que é um ano mais velho, e que sempre foi muito mais esperto do que eu para essas coisas.

Com meus filhos também deixamos que eles tirassem suas próprias conclusões. E o mais legal é que por muito tempo também acreditaram na fada do dente. Só mesmo a figura do coelhinho da páscoa é que não se sustentou por muitos anos.

A dúvida de muitos pais é se existe idade para contar aos pequenos toda a “verdade” sobre estes personagens e se esta fantasia vivida pelas crianças – muitas vezes estimuladas pelos adultos – é considerada adequada, já que são contadas histórias fora da realidade.

Para a psicóloga infantil e familiar, Dra. Carol Braga, histórias fantasiosas, como a do papai noel, fada dos dentes, coelho da páscoa, é uma parte importante a ser vivida na infância. A fantasia infantil é uma das situações mais ricas da infância e não se limita somente a questão do entretenimento, pode atribuir muitos fatores positivos para as crianças.

“Entre os benefícios da fantasia para a infância, estão: estimulação da criatividade, desenvolvimento de habilidades linguísticas, motoras e psicológicas, contribuição para a fluidez na manifestação de sentimentos, incentivo ao aprendizado de novos conceitos, encoraja a criança a lidar com seus próprios medos, e mesmo que pareça contraditório, é essencial para a compreensão da realidade. Nesta última condição, o mundo do faz de conta permite que a criança construa seu senso de realidade, pois faz com que sejam estabelecidos contrapontos e questionamentos”, afirma.

Quando contar?

Embora esta seja uma parte fundamental para o desenvolvimento infantil, existe outra dúvida muito presente para os papais: quando e como contar "a verdade" para os filhos? "Este é um questionamento muito frequente, e o ideal é que os pais apresentem a realidade quando os filhos perguntarem ou demonstrarem que já sabem "a verdade", tornando este processo o mais natural possível" esclarece a psicóloga.

"Sempre alerto os pais a observarem se o mundo do faz de conta se confunde com o mundo real, caso isso aconteça, o auxílio psicológico infantil torna-se essencial, pois o normal é que as crianças naturalmente distingam estas duas situações em um processo espontâneo de descoberta" destaca a Dra. Carol Braga.



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