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Entre evangélicos, Lula e Bolsonaro empatam em citações espontâneas



Os católicos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSC) têm apelo semelhante ao cortejado eleitorado evangélico, ao menos quando o assunto é citação espontânea de preferência de candidato a presidente em 2018.
Segundo a mais recente pesquisa nacional do Datafolha, divulgada neste fim de semana, o petista tem 14% de preferências, contra 13% do deputado federal. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, eles estão empatados nas citações espontâneas.
Bolsonaro tem ligação com o eleitorado evangélico, tendo participado de um batismo no rio Jordão (Israel) pelas mãos do pastor Everaldo Pereira, presidente do PSC –ambos romperam e agora o presidenciável deverá mudar para o Patriotas, versão repaginada do nanico PEN.
Observando as subdivisões do eleitorado evangélico, Lula tem melhor desempenho junto aos neopentecostais, com 21% de citações na pesquisa espontânea. Bolsonaro aqui cai para 11%. Seu melhor desempenho é no segmento tradicional, de igrejas como a luterana, com 15% (contra 14% do ex-presidente). Entre católicos, Lula marca 18%, contra 10% de Bolsonaro.
Um dado chama a atenção: processado no passado por racismo (teve o inquérito criminal arquivado por falta de provas, mas foi condenado civilmente) contra a cantora Preta Gil e condenado em primeira instância por declarações ofensivas a quilombolas durante palestra no começo deste ano, Bolsonaro tem um desempenho razoável entre aderentes de religiões afro-brasileiras, marcando 9% de intenções de voto espontâneas. Lula tem 20%.
Na pesquisa de declaração espontânea, todos os outros candidatos navegam perto da linha de traço.
Quando são cotejados cenários com os nomes dos competidores, o quadro muda, principalmente com a entrada da pré-candidata Marina Silva (Rede), que é evangélica. Num cenário mais amplo, com vários dos nomes hoje especulados para a corrida eleitoral, Lula lidera com 32% entre os evangélicos (todos os ramos). Bolsonaro o segue com 22% e Marina pontua 12%.
Entre os que se declaram neopentecostais, o petista dispara a 40%, e o melhor desempenho de Bolsonaro volta a ser registrado nas denominações tradicionais (23%).
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), passou os últimos meses frequentando cultos e eventos evangélicos como forma a abrir canal com o setor, mas a tática não deu fruto eleitoral até aqui: seu desempenho no segmento é igual ao notado entre fiéis de outras denominações, de 1% de intenções nesse cenário mais amplo.
Identificado no ideário político com o tradicionalismo católico, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) também não registrou índices especialmente bons por ali. Registra os mesmos 6% de intenções de voto entre católicos que ostenta no cômputo geral do eleitorado, nesse mesmo cenário ampliado. Em compensação, tem sua melhor colocação entre kardecistas e espiritualistas, com 16%.
O instituto fez 2.765 entrevistas nos dias 29 e 30 de novembro, em 192 cidades do Brasil.

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